Bloomberg Línea — Sem grandes destaques na agenda local, a semana termina com os mercados repercutindo a saída da primeira-ministra britânica, Liz Truss, após apenas 45 dias no cargo - o mandato mais curto da história do Reino Unido. Com isso, as principais bolsas da Europa recuam, assim como os futuros americanos, com a cautela predominando entre os investidores, que avaliam os relatórios de lucros corporativos divulgados nos últimos dias.
Veja as outras notícias que devem impactar os mercados nesta sexta-feira (21):
1. Caos no Reino Unido
Depois da renúncia de Liz Truss na quinta-feira (20), o Reino Unido se prepara para uma corrida relâmpago para encontrar seu substituto. Rishi Sunak, Penny Mourdant e até o ex-premiê Boris Johnson podem ser escolhidos na próxima semana. Independentemente de quem suceder Truss, os investidores o pressionarão para que a disciplina fiscal que o país precisa seja mantida.
“Estamos do lado errado de uma recessão profunda e dolorosa”, disse Peter Chatwell, chefe de macro estratégias globais de negociação da Mizuho International. Não importa quem substitua Truss, o próximo primeiro-ministro britânico herdará uma economia “condenada” diante dos altos custos dos empréstimos, energia e impostos, e nenhuma estratégia estabelecida para que o crescimento seja retomado.
2. Balanços em foco
A próxima semana promete ser agitada no Brasil, na esteira da reta final das eleições presidenciais e do início da temporada de balanços, com divulgações dos resultados da Vale (VALE3), Petrobras (PETR3;PETR4), Klabin (KLBN11), Ambev (ABEV3) Santander (SANB11) e GOL (GOLL4). Enquanto isso, nos Estados Unidos, os investidores digerem os balanços desta semana e aguardam as próximas divulgações.
Os resultados divulgados até agora são mistos e começam a dar pistas sobre como as empresas estão enfrentando uma leva de ventos contrários, como taxas mais altas e demanda em desaceleração.
3. Mercados
Os futuros caem nesta manhã com os investidores apostando que o Federal Reserve, o BC americano, continuará aumentando as taxas de juros até que a inflação seja derrotada e enquanto avaliam a resiliência das empresas diante dos últimos relatórios de lucros divulgados. Às 8h45, o Dow Jones futuro caía 0,37%, o S&P recuava 0,38% e o Nasdaq tinha queda de 0,68%.
O Dollar Index, que mede a força da moeda americana em relação a uma cesta de outras moedas, subia 0,48% no mesmo horário. As bolsas europeias seguiam o movimento baixista, com o FTSE de Londres caindo 0,72%, enquanto o Stoxx600 recuava 1,36%.
4. Manchetes do dia
- Estadão: Lula e Bolsonaro focam no Sudeste e até ‘repetem’ agendas na reta final do 2º turno
- Folha de S. Paulo: Guerra contra abstenção tem feriado adiado, transporte gratuito e aliados mobilizados
- O Globo: Ministra do TSE volta atrás e revoga direitos de resposta de Lula em 164 inserções de TV da campanha de Bolsonaro
- Valor: Pacote de ‘bondades’ tem impacto de R$ 68 bilhões
5. Agenda
Depois de uma semana cheia, a sexta-feira promete ser mais calma em termos de indicadores econômicos. Lá fora, nos EUA, sai o balanço orçamentário federal, esperado para o começo da tarde de hoje. Já a Europa tem mais indicadores ao longo do dia, com a confiança do consumidor de outubro da Zona do Euro, dívida líquida do setor público de setembro do Reino Unido, vendas no varejo de setembro, crédito ao consumidor de setembro e aprovações de hipotecas de setembro também do Reino Unido.
A temporada de balanços continua ativa nos EUA com as divulgações da Amex, Verizon, Renault e Biotech. Por lá, também é esperado o discurso de John Williams, do Fed de Nova York, ainda hoje.
E também...
Os preços do petróleo sobem nesta manhã seguindo o otimismo de que a China, o maior importador do mundo, possa aumentar sua demanda de energia diante da flexibilização das restrições à covid-19, que pesou nos negócios e na atividade econômica do país, reduzindo a demanda por combustível. Às 7h50, petróleo tipo Brent subia 0,30%, a US$ 92,65 o barril, enquanto o WTI avançava 0,34%, a US$ 84,78 o barril.
--Com informações da Bloomberg News
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