Mercados asiáticos devem mostrar primeira reação de investidores às eleições

ETFs, títulos e outros ativos de empresas com exposição ao Brasil, mas negociados no exterior, vão servir de termômetro para a visão de estrangeiros aos resultados nas urnas

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Bloomberg — A Ásia será a primeira parada para medir o pulso e o humor dos investidores que buscam se beneficiar das eleições presidenciais no Brasil no domingo (2).

Os primeiros resultados são esperados logo após o encerramento da votação, às 16h de domingo (horário de Nova York).

Para os investidores, a principal questão é se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá uma vitória definitiva ou se haverá um segundo turno contra o atual presidente Jair Bolsonaro marcado para 30 de outubro.

Os resultados preliminares, com mais de 33% das seções totalizadas, apontam no entanto, para uma liderança de cerca de 5 pontos percentuais do atual presidente: 47,45% a 43,75%.

O ETF atrelado ao Ibovespa da Next Funds, fundo negociado em bolsa que acompanha o benchmark Ibovespa (IBOV), pode ser a primeira escolha dos traders a partir das 20h em Nova York.

Outros ativos incluem ações asiáticas com exposição ao Brasil, como a sul-coreana Wireless Power, que no ano passado obteve cerca de 8% de sua receita com negócios maior economia da América Latina, e a fabricante de agroquímicos Nihon Nohyaku.

Assim que a Europa abrir as negociações, os investidores terão a oportunidade de apostar em títulos soberanos denominados em dólar. A nota governamental com maior liquidez é a que vence em 2031, seguida pelos títulos que vencem em 2037 e 2041.

Algumas das maiores empresas do país, como a estatal de petróleo Petróleo Brasileiro SA (PETR3, PETR4) e a gigante da mineração Vale SA (VALE3), têm dívidas e recibos de depósito listados na Europa.

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