Bloomberg — A China emitiu sua maior cota de exportação de combustível este ano, uma alocação altamente esperada que pode oferecer um alívio para o mercado de petróleo.
Refinarias e traders de combustíveis receberam 15 milhões de toneladas de novas cotas, que podem ser prorrogadas para o primeiro trimestre do próximo ano, segundo a consultoria JLC, da China, especializada no setor. O Ministério do Comércio da China não respondeu imediatamente aos pedidos de confirmação da alocação adicional.
A China está buscando exportar mais combustível na tentativa de ajudar a reviver sua economia, atingida por restrições contra a covid-19 e pela queda do mercado imobiliário. Pequim mantém um controle estrito sobre a quantidade de combustível que suas refinarias podem enviar para o exterior, e um aumento seria uma reversão de seu foco em reduzir as emissões.
A última cota de exportação de combustível aumenta a alocação total da China para 37,25 milhões de toneladas este ano, um pouco menos que as 37,61 milhões de toneladas emitidas em 2021, segundo a JLC. Além dos combustíveis, Pequim também deu às refinarias independentes na província de Shandong um pequeno lote de cota de importação de petróleo, disse a consultoria.
As refinarias provavelmente precisarão aumentar o processamento para atender ao enorme ganho nas exportações, proporcionando um impulso de demanda muito necessário para um mercado de petróleo sobrecarregado por preocupações com a desaceleração global. No entanto, o potencial aumento da oferta de combustíveis na Ásia azedou as perspectivas de margens de refino para produtos como o diesel.
O petróleo reverteu as perdas e subiu acima de US$ 82 por barril após as notícias do aumento da cota, enquanto os lucros do processamento de petróleo em diesel e combustível de aviação na Ásia caíram mais de US$ 2 por barril nesta sexta-feira (29).
Uma cota totalizando 13,25 milhões de toneladas dos chamados produtos limpos e 1,75 milhão de toneladas de exportação de óleo combustível com baixo teor de enxofre foram emitidas para cinco refinarias estatais, um fornecedor de combustível de aviação e uma refinaria privada, disse a JLC.
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