Bloomberg — Os metais industriais caíam nesta segunda-feira (26), enquanto o ouro oscilava, seguindo a alta do dólar e as preocupações com uma possível recessão global.
A moeda americana ampliava os ganhos, negociada em patamar recorde de alta, enquanto a libra esterlina atingia um recorde de baixa e o yuan da China se aproximava do menor valor desde 2008.
Os investidores estão olhando para o dólar como um refúgio contra os riscos do aperto monetário ao redor do mundo, que ameaça o crescimento e pressiona as commodities precificadas na moeda.
“Preocupações com a recessão estão dominando o mercado, com o fato de que o dólar americano está subindo e provavelmente continuará subindo”, disse Jessica Amir, estrategista da Saxo Capital Markets em Sydney.
A maioria dos metais básicos era negociada em queda, com o cobre caindo 1,9% e o níquel, 4,5%.
Embora o ouro seja um refúgio tradicional em tempos de dificuldades econômicas, o metal precioso caiu no mês passado diante dos ganhos implacáveis do dólar e dos movimentos agressivos dos bancos centrais. O ouro entrou em um mercado em baixa, negociado a um nível 20% abaixo de seu recorde em 2020, juntamente com saídas consistentes de fundos negociados em bolsa.
“Não vemos nenhuma retomada até pelo menos o primeiro semestre de 2023 – seria necessário uma mudança significativa do Fed ou um consenso sobre a magnitude de uma recessão nos EUA”, escreveram em nota os estrategistas do UBS Global Wealth Management, incluindo Wayne Gordon. “A dinâmica atual pode fazer os preços caírem para US$ 1.500.”
O cobre, muitas vezes visto como um indicador do crescimento global, atingiu o nível mais baixo desde julho, com os investidores apostando em desacelerações acentuadas nos EUA e mais turbulência na demanda na Europa em meio à crise de energia. O yuan fraco também contribui para uma crescente lista de obstáculos de demanda para a China – o maior consumidor de metais do mundo – que já está lidando com uma queda no setor imobiliário e a rígida política de Covid Zero.
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