Bloomberg Línea — Os índices de ações na Ásia parecem preparados para uma abertura mais fraca nesta manhã de quinta-feira (18), diante de uma perspectiva desfavorável para a economia da China e à medida que investidores avaliam a ata do Federal Reserve divulgada na tarde de quarta-feira (17). O documento sinalizou um aumento contínuo nas taxas de juros, ainda que em ritmo mais lento eventualmente.
Houve também influência do resultado praticamente estável nas vendas do varejo em julho na economia americana, o que pode sinalizar um enfraquecimento em razão da alta dos preços.
Os futuros caíram nos mercados do Japão e da Austrália, enquanto os de Hong Kong subiram. Os contratos futuros nos Estados Unidos mais uma vez oscilaram depois que as ações de Wall Street caíram pela primeira vez em quatro dias, incluindo uma queda de mais de 1% no Nasdaq 100.
A agenda da quinta-feira terá os pedidos de auxílio desemprego na semana passada e as vendas de casas existentes em julho nos EUA, além da inflação na Europa no mesmo mês.
Autoridades do Fed viram a necessidade de eventualmente diminuir o ritmo dos aumentos das taxas e alertaram contra o aperto excessivo, mas também sinalizaram o risco de uma inflação arraigada, segundo a ata divulgada da reunião no fim de julho.
Os títulos do Tesouro americano - os Treasuries - foram negociados em meio a uma venda global de títulos desencadeada pelo aumento na inflação do Reino Unido. Os títulos do Tesouro com vencimento em dois anos, sensíveis a mudanças nas taxas, reduziram grande parte de sua queda após a divulgação da ata do Fed. Um dos principais indicadores para o dólar avançou.
Os swaps vinculados às datas próximas da reunião de política monetária do Fed em setembro indicaram maiores chances de uma alta de meio ponto percentual no próximo mês, em vez de 75 pontos base. Isso levaria as taxas para o intervalo entre 2,75% e 3% ao ano.
As expectativas de um aperto mais lento da política monetária e cortes no final do próximo ano já contribuíram para um salto de 12% nas ações globais em relação às baixas de junho.
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