Futuros na Ásia apontam para início de semana em alta à espera de dados da China

Ações apontavam para ganhos no Japão e na Austrália, enquanto investidores aguardam dados sobre o crescimento da economia chinesa

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Bloomberg — A recuperação global das ações vista na última semana pode dar suporte às bolsas asiáticas no início das negociações desta segunda-feira (15). Os investidores aguardam dados importantes sobre a atividade econômica da China, bem como as operações de liquidez do banco central do país.

Os futuros das ações subiam no Japão e na Austrália, enquanto os de Hong Kong operavam estáveis. Os futuros americanos do S&P 500 e Nasdaq 100 caíam, após atingirem, na semana passada, os níveis mais altos em mais de três meses.

Os mercados de ações se beneficiaram dos sinais de desaceleração da inflação, o que despertou esperanças de uma mudança do Federal Reserve, o banco central americano, para um aperto monetário menos agressivo, que pode conter as pressões de preços sem desencadear uma recessão.

O quadro é diferente no mercado de títulos, onde uma inversão ainda acentuada da curva de juros do Tesouro aponta para preocupações de que o Fed leve os EUA a uma contração econômica na campanha para conter a inflação.

A divulgação de dados da China deve mostrar que a recuperação avançou pouco em julho, segundo a Bloomberg Economics. Mas a segunda maior economia do mundo ainda enfrenta problemas com o setor imobiliário, restrições à Covid e uma desaceleração global.

Esses desafios estão pesando sobre os empréstimos, apesar das baixas taxas de juros. O Banco Popular da China pode conter o excesso de liquidez do sistema bancário sacando dinheiro por meio de sua linha de crédito de médio prazo.

Para os mercados como um todo, a grande questão é quanto tempo pode durar a recuperação de mais de 12% nas ações globais em relação às baixas de junho. As ações mundiais reduziram as perdas deste ano para cerca de 13%.

“Definitivamente estamos indo em uma direção melhor”, disse Kristina Hooper, estrategista-chefe de mercado global da Invesco, à Bloomberg TV. “Parece que passamos do pico da inflação. O problema é que a inflação ainda está muito, muito alta.”

O presidente do Federal Reserve de Richmond, Thomas Barkin, disse na sexta-feira que o banco central americano precisa continuar aumentando as taxas de juros até que fique claro que a inflação está em sua meta de 2%, mesmo que a economia enfraqueça.

Os investidores também estão atentos à tensão EUA-China. Uma delegação do Congresso dos EUA desembarcou em Taiwan no domingo para uma visita de dois dias. A escala da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, na ilha, que a China considera parte de seu território, levou Pequim a realizar alguns de seus exercícios militares mais provocativos.

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