Agro

Crise do gás pode forçar gigante de fertilizantes a cortar produção

Yara reduziu capacidade em 1,3 milhão de toneladas de amônia e 1,7 milhão de toneladas de fertilizante acabado

Soja
Por Stephen Treloar, Dani Burger e Mark Cudmore
19 de Julho, 2022 | 04:05 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A gigante europeia de fertilizantes Yara International disse que a crise de energia está forçando a empresa a reduzir a produção e alertou que podem ocorrer mais cortes.

A grande distribuidora de amônia está entre os produtores de todo o mundo que reduziram a produção devido aos altos preços do gás natural, matéria-prima fundamental usada para produzir nutrientes para as culturas. A Yara disse na terça-feira (19) que reduziu as operações em várias unidades, diminuindo a capacidade em 1,3 milhão de toneladas de amônia e 1,7 milhão de toneladas de fertilizante acabado.

O CEO da empresa norueguesa disse que está constantemente em alerta caso precise reduzir ainda mais a produção.

“Não é apenas provável, está acontecendo enquanto estamos conversando”, disse Svein Tore Holsether em entrevista à Bloomberg TV. “Tivemos que reduzir as operações em várias de nossas fábricas na Europa devido ao aumento significativo que vimos nos preços do gás, que começou em meados de julho e permaneceu em julho”.

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Os cortes destacam o impacto a crise de gás na Europa na indústria, bem como nas contas de energia dos consumidores. O aumento no preço ou a escassez de fertilizantes também leva os agricultores a reduzir seu uso, o que ameaça gerar aumento nos preços das safras ou prejudicar as colheitas em um momento em que os custos dos alimentos estão próximos de um recorde.

O aumento nos preços do gás significou que, no segundo trimestre, a Yara pagou mais de quatro vezes o valor do combustível do ano anterior. No momento, a empresa está pagando cinco vezes mais do que há um ano.

“Esta é uma avaliação que fazemos em nossa empresa todos os dias e todas as horas sobre a melhor forma de otimizar e também utilizar a pegada global que temos para garantir que possamos ter operações tão eficientes e econômicas quanto possível.” disse Holsether.

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