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Startup Byju’s, avaliada em US$ 22 bilhões, demite centenas no mundo

Cortes realizados pela startup indiana de aulas de programação para crianças e adolescentes devem atingir o Brasil nos próximos dias, segundo fontes

Byju Raveendran, fundador e CEO da Byju's, edtech mais valiosa do mundo: cortes devem acontecer no Brasil
30 de Junho, 2022 | 12:06 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — A startup indiana Byju’s, avaliada em US$ 22 bilhões, está demitindo centenas de funcionários globalmente, de acordo com o TechCrunch, na esteira de cortes realizados por startups nos últimos meses no ambiente de aumento das taxas de juros e redução de capital para empresas de tecnologia. As demissões devem acontecer também no Brasil e ser anunciadas nos próximos dias, de acordo com fontes familiarizadas com o assunto, que pediram para não ser identificadas. Procurada pela Bloomberg Línea, a Byju’s no Brasil não respondeu a um pedido de comentário sobre as demissões.

Mais de 2 mil demissões por parte de empresas de tecnologia brasileiras aconteceram nos últimos três meses, segundo dados do site LayoffsBrasil.com, que compila informações de demitidos no LinkedIn.

A Byju’s começou a operação brasileira há um ano com cerca de 300 profissionais, oferecendo aulas de programação online para crianças por meio do produto Byju’s Future School.

Em seu site, a edtech - startup que atua em áreas de educação - diz que chegou a 100 milhões de alunos no mundo com suas aulas de programação, matemática e música para crianças e adolescentes.

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Segundo o TechCrunch, a Byju’s cortou 300 funcionários na WhiteHat Jr, sua unidade focada em aprendizado infantil, adquirida por US$ 300 milhões há dois anos. A Toppr, empresa indiana comprada no ano passado pela Byju’s, também demitiria pouco mais de 300 colaboradores, de acordo com a mídia indiana. A Byju’s foi avaliada em US$ 22 bilhões, segundo a CB Insights.

A startup também atua no México, nos Estados Unidos, na Inglaterra, na Austrália, na Nova Zelândia e na Indonésia e adotou uma estratégia de expansão com aquisições significativas.

A empresa tem entre seus investidores a Tiger Global Management e a iniciativa Chan Zuckerberg, do fundador da Meta, além da Silver Lake Management e da Bond Capital.

A Prosus Ventures, que detém pouco menos de 10% da startup, disse que seu prejuízo no ano financeiro terminado em março para seus investimentos em edtech aumentou para US$ 117 milhões, refletindo a adição do Stack Overflow e “um aumento do investimento na Byju’s para expandir suas operações”.

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A Byju’s realizou uma série de aquisições recentemente, como o aplicativo de leitura americano Epic, por US$ 500 mihões, o serviço de Cingapura Great Learning, por US$ 600 milhões, o site de codificação norte-americano Tynker, por US$ 200 milhões, e o operador de matemática da Áustria GeoGebra, por cerca de US$ 100 milhões.

Segundo o TechCrunch, além das recentes demissões, a Byju’s teria postergado o pagamento da aquisição do centro de treinamento Aakash, anunciada por US$ 1 bilhão. Mas, para o BusinessToday, a Byju’s negou essa negociação.

De acordo com a Bloomberg News, a Byju’s já alinhou compromissos de dívida condicional de mais de US$ 1 bilhão para financiar aquisições com bancos como Morgan Stanley, JPMorgan Chase & Co e Goldman Sachs.

Recentemente, a Bloomberg News também reportou que a Byju’s estava preparando sua estreia em uma bolsa americana por meio de uma fusão com um SPAC.

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Isabela  Fleischmann

Isabela Fleischmann BR

Jornalista brasileira especializada na cobertura de tecnologia, inovação e startups