PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Internacional

Alertas sobre recessão e outros 4 fatos para você saber para começar o dia

Veja os assuntos que devem marcar o sentimento dos mercados ao redor do mundo nesta terça-feira (21)

Economistas estimam uma chance em menos de três de que isso aconteça este ano
Por Bloomberg News e Heather Burke
21 de Junho, 2022 | 10:01 am
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — A terça-feira (21) começa com mais alertas sobre uma possível recessão, com o presidente norte-americano Joe Biden sinalizando que uma contração não é “inevitável”. Na esteira, o CEO da Tesla, Elon Musk, disse que planeja cortar 3,5% da força de trabalho da empresa. Aqui no Brasil, os olhos seguem voltados para os desdobramentos envolvendo a Petrobras, com uma possível abertura de CPI no radar. Enquanto isso os mercados parecem dar uma trégua na manhã de hoje - pelo menos até agora.

PUBLICIDADE

1. Temores de uma recessão

O bilionário dono da Tesla (TSLA), Elon Musk, o economista Nouriel Roubini e o banco Goldman Sachs (GS) alertam para o risco crescente de uma recessão nos Estados Unidos, apesar dos economistas estimarem uma chance em menos de três de que isso aconteça este ano. O presidente Joe Biden também pesou no debate, dizendo que uma contração não é “inevitável”, logo após uma conversa com o ex-secretário do Tesouro do país, Lawrence Summers.

2. Musk diz

Ainda falando sobre o homem mais rico do mundo, Musk conversou com o editor-chefe da Bloomberg, John Micklethwait, durante o Qatar Economic Forum. Ele disse que não vê problemas em equilibrar os interesses de Tesla na China com o que busca com o Twitter. Sobre a rede social, Musk disse que ainda há alguns “problemas não resolvidos” e que quer adiar a aquisição enquanto investiga quantos usuários do site são pessoas reais. Sobre criptomoedas, ele reiterou seu apoio à dogecoin. Por fim, sobre a Tesla, ele disse que as restrições de oferta foram o maior entrave no crescimento da empresa, e que a atual rodada de cortes de posições na fabricante de carros elétricos levaria a uma redução de 3,5% na força de trabalho.

PUBLICIDADE

3. Mais Petrobras

O presidente da Câmara, Artur Lira, disse à imprensa na noite de segunda-feira (20) que o governo, junto ao ministério da Economia, deve agir para mudar as regras que regem a Petrobras (PETR3; PETR4). “Que os assuntos infraconstitucionais sejam resolvidos mais rapidamente por medidas provisórias”, disse. Ontem, o presidente Jair Bolsonaro falou novamente sobre a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a estatal, chamando o mais recente reajuste de preços de “abuso”. A apoiadores no Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que está “acertando uma CPI da Petrobras”. O presidente da estatal, José Mauro Ferreira Coelho, renunciou ontem ao cargo diante das pressões crescentes do governo e de líderes do Congresso para que deixasse a empresa por causa do aumento dos preços dos combustíveis.

4. Sentimento positivo

Hoje é um bom dia para ativos de risco - até agora. As ações na Europa ampliaram seus ganhos com a maioria dos índices subindo mais de 1% às 6h30, horário de Brasília. Os futuros de S&P e Nasdaq subiam mais de 2%, enquanto o do Dow Jones avançava 1,40%. Os mercados europeus também avançavam, seguindo o sentimento positivo global. O dólar ficou para trás em relação a todas as moedas do G10, exceto o iene japonês. Os futuros do petróleo bruto subiram com o West Texas Intermediate (WTI) recuperando cerca de um quarto da queda da última semana. O ouro ficou estável perto de US$ 1.836 a onça, e o bitcoin voltou a subir acima de US$ 21 mil.

PUBLICIDADE

5. Também hoje...

Os dados econômicos de hoje incluem o índice de atividade nacional do Fed de Chicago para maio, às 9h30, e os dados de vendas do mercado imobiliário dos EUA às 11h. Thomas Barkin, do Fed, será entrevistado em um evento da National Association for Business Economics às 12h. Já Loretta Mester, do Fed, falará em um evento de liderança às 13h.

– Esta notícia foi traduzida por Melina Flynn, Content Producer da Bloomberg Línea.

PUBLICIDADE

Veja mais em Bloomberg.com

PUBLICIDADE

Leia também:

PUBLICIDADE

Fim do boom chinês? Mesmo sem lockdown, indústria de Pequim despenca 40% em maio

Petróleo sobe com mercado de combustível reduzindo receios de recessão