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Cripto

Bitcoin retoma US$ 20 mil e sobe após 12 dias; analistas dizem o que esperar

Criptomoeda de maior valor de mercado do mundo sobe cerca de 16% neste domingo

Preços do bitcoin seguem abaixo de US$ 20 mil neste domingo (19), apesar da alta diária próxima a 10%
Por Sidhartha Shukla e Tanzeel Akhtar
19 de Junho, 2022 | 12:20 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg Línea — Dia de alívio para os detentores de bitcoin. Depois de uma sequência rara de 12 dias de queda, a criptomoeda sobe cerca de 16% neste domingo (19). Analistas, porém, alertam que a pausa pode ser breve.

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A maior criptomoeda do mundo em valor de mercado recupera assim uma fração das perdas com a queda acentuada no sábado (18), que enviou o preço para US$ 17.599. Era negociado a US$ 20.600 perto das 18h (no horário de Brasília) deste domingo.

O ether, que chegou a US$ 881 no período de maior liquidação ontem, subia 27%, para US$ 1.150, enquanto moedas alternativas - da avalanche à solana - também tiveram ganhos.

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Mesmo com o salto deste domingo, o bitcoin ainda acumula queda de quase 40% somente neste mês e de cerca de 70% em relação ao seu recorde histórico alcançado em novembro passado, perto de US$ 69.000.

O mercado de criptomoedas como um todo agora é uma fração do tamanho que atingiu no fim de 2021, quando traders despejaram dinheiro em investimentos especulativos de todos os tipos. O valor de mercado total de criptomoedas era de cerca de US$ 900 bilhões neste domingo, abaixo dos US$ 3 trilhões em novembro, segundo a CoinGecko.

“Para quem gosta de comprar na baixa e de vender na alta, acho que a maioria pode concordar que agora estamos na primeira situação”, disse Mati Greenspan, fundador da Quantum Economics.

O mercado de criptomoedas é conhecido por suas oscilações acentuadas - principalmente nos fins de semana, quando os movimentos podem ser ampliados. Ainda assim, o tom geral entre analistas e alguns investidores permanece negativo, com o aperto monetário global funcionando como ventos contrários e crises das próprias criptomoedas, o que levanta preocupações sobre os próximos passos.

As negociações foram mais intensas que o normal neste fim de semana, com o volume de bitcoin se aproximando de US$ 40 bilhões nas últimas 24 horas por volta das 9h (no horário de Nova York), de acordo com a CoinGecko. No fim de semana passado, por exemplo, os volumes de negociação haviam ficado em US$ 25,6 bilhões e US$ 22,5 bilhões no sábado e no domingo, respectivamente.

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O movimento de queda do Bitcoin no sábado empurrou a moeda abaixo do preço simbólico de US$ 19.511, a cotação máxima que atingiu durante seu último ciclo de alta no final de 2017. Ao longo de sua história de negociação de aproximadamente 12 anos, o bitcoin nunca havia caído abaixo dos picos do ciclo anterior.

O criptoativo também ultrapassou um nível de suporte técnico de US$ 18.300, disse Katie Stockton, sócia-gerente e fundadora da Fairlead Strategies. Perdas semanais consecutivas abaixo desse nível aumentariam o risco de o preço cair para o próximo suporte de US$ 13.900, acrescentou.

Quanto à negociação neste momento, Stockton disse que um sinal técnico de “contra-tendência” de curto prazo “fornece alguma esperança de que uma recuperação se desenrole no curto prazo”. Ela alertou contra a compra da queda, no entanto, já que “o impulso ainda é fortemente negativo”.

Razões para a queda

Uma mistura de más notícias e taxas de juros mais altas tem prejudicado as criptomoedas, segundo especialistas. O Federal Reserve elevou a principal taxa de juros na última semana em 0,75 ponto percentual - o maior aumento desde 1994 -, e os bancos centrais sinalizaram que continuarão subindo as taxas agressivamente neste ano na luta para tentar domar a inflação mais alta em décadas.

Para agravar o clima adverso no mercado, o fundo hedge de cripto Three Arrows Capital sofreu grandes perdas e disse que estava considerando a venda de ativos ou um resgate, enquanto outro credor, o Babel Finance, seguiu os passos da plataforma Celsius e suspendeu os saques na sexta (17).

O sentimento de aversão ao risco pode ser visto a partir da pressão de resgate no Tether, com a circulação da stablecoin amplamente utilizada caindo mais de US$ 15 bilhões desde o colapso de maio do ecossistema Terra, a primeira grande crise a atingir o mercado neste ano, de acordo com dados do CoinGecko. Cerca de US$ 4,4 bilhões desses resgates ocorreram nos últimos sete dias.

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- Atualizado às 18h.

- Com Joanna Ossinger.

- Com Bloomberg Línea.

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