Brasil

Eletrobras inicia privatização e anuncia oferta de ações

Venda de milhões de ações pode render cerca de US$ 35 bilhões; governo ficará com menos de 50% das ações com direito a voto

Ações serão precificadas em 9 de junho
Por Vinicius Andrade
27 de Maio, 2022 | 01:36 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A Eletrobras (ELET3; ELET6) lançou o que pode ser um dos maiores negócios do país já registrados e levar à privatização da empresa de energia.

A elétrica e o BNDES estão oferecendo um total de 697.476.856 ações, segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira (27). Se o lote suplementar for totalmente vendido, poderão acrescentar até 104.621.528 ações ao negócio.

A venda pode arrecadar cerca de R$ 35 bilhões com base no fechamento das ações na quinta-feira (26). Isso a tornaria a segunda maior do Brasil já registrada, atrás apenas da oferta de US$ 70 bilhões em ações da Petrobras (PETR3; PETR4) em 2010, segundo dados da Bloomberg.

A participação do governo na concessionária deve cair para menos de 50% das ações com direito a voto após a oferta, que deve ser precificada em 9 de junho, de acordo com o documento.

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O presidente Jair Bolsonaro prometeu alienar ativos estatais desde sua eleição de 2018, mas o ritmo lento da agenda de privatizações levou à saída de autoridades essenciais nos últimos anos, incluindo o guru das privatizações, Salim Mattar, e o chefe da Eletrobras. O Brasil revelou planos para privatizar a empresa em 2017, no governo de Michel Temer.

Um grupo de investidores sinalizou interesse antecipado em arrecadar cerca de R$ 13 bilhões em ações, disseram pessoas familiarizadas com o assunto, citando conversas entre bancos e potenciais compradores antes do lançamento formal da oferta.

Os bancos que executam o negócio são Banco BTG Pactual (BPAC11), Bank of America (BAC), Goldman Sachs (GS), Itaú (ITUB4), XP Investimentos (XP), Banco Bradesco (BBDC4), Caixa Econômica Federal, Citigroup (C), Credit Suisse (CS), JPMorgan Chase (JPM), Morgan Stanley (MS) e Banco Safra.

--Com a colaboração de Ney Hayashi, Felipe Marques, Cristiane Lucchesi e Carlos Alberto Caetano.

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--Este texto foi traduzido por Bianca Carlos, localization specialist da Bloomberg Línea.

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