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Mercados

Petróleo sobe com comerciantes de olho na China

Maior importador do mundo pode começar a aliviar medidas contra a covid no país

O Brent para liquidação em julho subia 0,9%, para US$ 112,97 o barril na bolsa ICE Futures Europe.
18 de Maio, 2022 | 08:08 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Os preços do petróleo subiam à medida que os mercados de commodities norte-americanos ficam mais e a perspectiva de maior demanda na China, o maior importador do mundo, aumentam a urgência na busca por barris.

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O West Texas Intermediate era negociado perto de US$ 114 o barril, recuperando-se da queda de terça-feira (17). O American Petroleum Institute informou que os estoques de gasolina caíram mais de 5 milhões de barris na semana passada, segundo pessoas familiarizadas com os dados, que também mostraram menores reservas de petróleo. Os números oficiais chegam nestá quarta-feira.

Na Ásia, os traders estão atentos a sinais de que a China pode estar pronta para aliviar as restrições impostas a Xangai, potencialmente revivendo o consumo de energia. As autoridades chinesas bloquearam a capital financeira e outras cidades em um esforço para eliminar os casos de coronavírus. O centro comercial novamente não relatou novas infecções fora da quarentena, mesmo quando outros locais relataram casos crescentes.

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O petróleo está a caminho de um sexto aumento mensal - potencialmente o maior em uma década - à medida que a crescente demanda e as interrupções da guerra na Ucrânia se combinam para sustentar os ganhos. O aumento está contribuindo para uma inflação mais alta, e o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, prometeu na terça-feira que o banco central dos EUA continuará aumentando as taxas de juros até que haja evidências claras de que os ganhos de preços estão diminuindo.

“A solução de curto prazo para preços mais altos do petróleo é que realmente não há uma”, disse Matt Stanley, trader e corretor da Starfuels em Dubai. “Não consigo encontrar uma gota de diesel por aí e isso vale para todos os combustíveis. Não há nada que não seja necessário, e isso está elevando todo o complexo petrolífero.”

Os mercados de petróleo estão em retrocesso, um padrão de alta em que os preços de curto prazo são negociados acima dos mais distantes. O spread entre os dois contratos de dezembro mais próximos do WTI está perto de US$ 13 por barril, acima dos US$ 5 no início do ano.

Preços do petróleo

O WTI para entrega em junho era negociado em alta de 1,2%, a US$ 113,74 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York às 7h48, horário de Brasília.

O Brent para liquidação em julho subia 0,9%, para US$ 112,97 o barril na bolsa ICE Futures Europe.