Mercados

Petróleo cai com lockdowns minguando economia chinesa

Indicadores da China mostraram impacto das restrições contra o vírus na demanda por combustíveis no país

O WTI para entrega em junho caía 0,5%, para US$ 109,94 o barril às 7h13, horário de Brasília
Por Elizabeth Low e Alex Longley
16 de Maio, 2022 | 07:57 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Os preços do petróleo recuavam pela primeira vez em quatro sessões, com os lockdowns da covid-19 pressionando a economia da China, o maior importador de petróleo do mundo.

O West Texas Intermediate caía para perto de US$ 110 o barril, revertendo ganhos anteriores. A produção industrial e os gastos do consumidor da China caíram em abril para os piores níveis desde o início da pandemia, enquanto a demanda aparente de petróleo e o processamento de petróleo caíram. Lockdowns rigorosos para deter o vírus reduziram o uso de combustível.

O mercado de petróleo foi dominado por um período tumultuado de negociações desde o final de fevereiro devido ao ressurgimento do vírus na China e à invasão da Ucrânia pela Rússia. A guerra aumentou o custo de alimentos e combustíveis, com a alta dos preços da gasolina e do diesel no varejo nos EUA ajudando a alimentar a inflação mais rápida em décadas.

Ainda não há uma tendência clara visível no mercado de petróleo”, disse Barbara Lambrecht, analista do Commerzbank AG. A fraqueza dos preços nesta segunda-feira (16) é “principalmente devido aos fracos dados econômicos chineses”, disse ela.

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Xangai foi uma das cidades mais atingidas pelas restrições do vírus, mas pode haver algum alívio no horizonte. A metrópole relatou um segundo dia sem casos de covid-19 fora da quarentena, colocando-a à beira de cumprir os três dias de transmissão zero da comunidade necessários para começar a aliviar o bloqueio.

Preços do petróleo

O WTI para entrega em junho caía 0,5%, para US$ 109,94 o barril às 7h13, horário de Brasília

O Brent para liquidação de julho recuava 0,7%, para US$ 110,77.

Ministros das Relações Exteriores da União Europeia se reúnem em Bruxelas nesta segunda para discutir a próxima rodada de sanções russas e diplomatas aventaram a ideia de adiar uma proposta de proibição de suas importações de petróleo após objeções da Hungria. A Alemanha planeja parar de importar petróleo russo até o final do ano, mesmo que a UE não concorde com uma ação coordenada, segundo autoridades do governo.

O mercado global de combustíveis teve um aperto, já que muitos compradores evitam as importações russas devido à guerra na Ucrânia. Os contratos futuros de gasolina dos EUA chegaram a US$ 4 o galão pela primeira vez na segunda-feira. Futuros em alta tendem a chegar rapidamente à bomba, sinalizando mais dor para os motoristas quando a temporada de verão começar no final deste mês no Hemisfério Norte.