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Mercados

Ibovespa segue segundo dia de sell-off no exterior com receio por inflação

Mercado brasileiro segue preocupação global de que problemas nas cadeias de abastecimento possam minar crescimento das economias

Ibovespa (IBOV) operava em queda de 0,83% (104.429 pontos) perto das 10h40 desta sexta-feira (6)
06 de Maio, 2022 | 11:03 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O Ibovespa (IBOV) operava em queda de 0,83% (104.429 pontos) perto das 10h40 desta sexta-feira (6), seguindo o segundo dia de sell-off das bolsas americanas e europeias. Os mercados reagem fortemente às decisões de alta de juros em vários países desta semana, incluindo Brasil, Estados Unidos e Reino Unido, que alertaram para as previsões piores do que o esperado para a inflação que acomete as cadeias globais.

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Tanto os índices norte-americanos como as bolsas europeias operavam no vermelho, enquanto os títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos subiam para acima dos 3%, indicando uma aposta de altas mais contundentes para os juros nos EUA.

O drive dos traders no Brasil são as decisões do Federal Reserve, o banco central americano, e do Copom, o Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil. O recado de ambos os órgãos é que as pressões inflacionárias geradas pela interrupção nas cadeias de logística no mundo, com o lockdown na China e a guerra da Ucrânia, podem ter efeitos muito mais prolongados do que o inicialmente esperado.

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Agora, investidores mundo afora ponderam se as autoridades monetárias serão capazes de frear o impulso inflacionário sem conduzir as respectivas economias a uma recessão.

  • Dow Jones (-1,17%), S&P 500 (-1,55%) e Nasdaq 100 (-2,06%)
  • Bolsas europeias também em queda: Dax (-0,39%), FTSE (-1,22%) e CAC (-2,29%)

Por aqui, as grandes varejistas como Via (VIIA3) e outras ações ligadas ao comércio, como Natura (NTCO3) e Petz (PETZ3) recuavam com receios de que a alta inflação do país (de 12,03% nos últimos doze meses, segundo a mais recente medição do IBGE) comprometa o poder de compra dos consumidores.

No movimento oposto, a Petrobras (PETR4) liderava as altas após apresentar fortes resultados no primeiro trimestre graças ao crescimento da produção de petróleo durante o rali deste ano, provocando uma repreensão do presidente Jair Bolsonaro, que quer conter os preços dos combustíveis antes das eleições de outubro.

  • A maior produtora de petróleo da América Latina anunciou R$ 48,5 bilhões em dividendos adicionais a serem pagos em 2022, que correspondem principalmente aos resultados do primeiro trimestre. Supera os R$ 44,56 bilhões que registrou no lucro líquido do período.

Maiores quedas:

  • Natura: R$ 16,47 (-3,9%)
  • Petz: R$ 13,91 (-8,17%)
  • Via: R$ 2,77 (-3,5%)
  • Hapvida (HAPV3): R$ 8,13 (-0,12%)

Maiores altas:

  • Petrobras ON (PETR3): R$ 34,68 (+0,9%)
  • Alpargatas (ALPA4): R$ 20,71 (+4,76%)
  • Petrobras PN: R$ 32,13 (+0,41%)
  • Lojas Renner (LREN3): R$ 23,68 (+3,45%)
Ana Siedschlag

Ana Carolina Siedschlag

Editora na Bloomberg Línea. Jornalista brasileira formada pela Faculdade Cásper Líbero e especializada em finanças e investimentos. Passou pelas redações da Forbes Brasil, Bloomberg Brasil e Investing.com.