PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Mercados

Pessimistas dizem que S&P 500 ainda pode cair 700 pontos

Uma queda para 3.500 representaria uma perda de 16% em relação ao fechamento desta segunda-feira (2)

No entanto, o fundo do poço ainda pode estar longe
Por Vildana Hajric e Lu Wang
03 de Maio, 2022 | 05:06 pm
Tempo de leitura: 2 minutos
Últimascotações

BLoomberg — É um fato da vida nos mercados em dificuldades: tem sempre alguém que diz que as coisas vão piorar. Segundo vários estrategistas de ações nos Estados Unidos, elas estão prestes a piorar muito.

Depois de estender as perdas do ano para cerca de 13%, o S&P 500 (SPX) corre o risco de um mergulho ainda mais profundo nos próximos meses, de acordo com a equipe de pesquisa técnica e macro da Strategas.

O grupo liderado por Chris Verrone se prepara para uma queda em direção à faixa de 3.500 a 3.700 pontos, que abrange a média móvel de 200 semanas do índice e o ponto médio de toda sua alta desde o fundo do poço da pandemia em 2020. Uma queda para 3.500 representaria uma perda de 16% em relação ao fechamento de segunda-feira (2).

Esse pessimismo é ecoado por Mike Wilson do Morgan Stanley (MS), que diz que o indicador de referência das ações americanas corre o risco de cair para 3.460 pontos se o crescimento estimado dos lucros começar a ficar negativo em meio a preocupações com a recessão.

PUBLICIDADE

Os investidores, claramente assustados, começaram a retirar dinheiro dos fundos de ações em abril. Embora os fluxos de saída sejam insignificantes em comparação com o que eles adicionaram nos dois anos anteriores, a história mostra que, quando as vendas começam, é difícil voltar atrás.

Nos 10 casos anteriores em que as ações sofreram grandes perdas nos primeiros quatro meses de um ano, seis vezes o mercado estendeu seu declínio até dezembro e apenas duas vezes teve ganhos superiores a 10%, segundo dados da Strategas.

“2020 é a exceção óbvia, mas uma queda acentuada até abril geralmente significa que o resto do ano continua sendo difícil”, escreveu Verrone em nota. “Continue a proceder com cautela.”

Fonte: Parceiros de Pesquisa da Strategas dfd

A alta volatilidade domina os mercados desde janeiro, quando o Federal Reserve deixou claro suas intenções de combater agressivamente a inflação. O primeiro aumento de juros do banco central em três anos colocou os Treasuries em queda e prejudicou o apelo das maiores empresas do mercado de ações. A guerra na Ucrânia, os novos bloqueios de Covid na China e outros ventos contrários aumentaram o risco de uma recessão e a turbulência.

PUBLICIDADE

Depois de passar o primeiro trimestre comprando nas quedas, alguns otimistas estão desistindo depois de um abril tumultuoso. No mês até 27 de abril, os fundos focados em ações tiveram saídas de US$ 30 bilhões, segundo dados compilados pela EPFR Global.

A queda de 9% do S&P 500 em abril foi o pior desempenho do índice para o mês desde 1970.

A análise dos gráficos mostra poucos sinais de estarmos perto do fundo do poço, segundo Gina Martin Adams da Bloomberg Intelligence.

  dfd

Veja mais em Bloomberg.com

Leia também

Copom deve subir juros para 12,75% e manter a porta aberta para novo aperto

Acionistas do Nubank podem vender US$ 26 bi em ações com fim do lock-up