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Venda da CCR pela Andrade depende da restruturação de eurobônus

Na nova proposta, os detentores de eurobônus ficariam com R$ 820 milhões do dinheiro recebido com a venda da CCR

As 300,1 milhões de ações da CCR, que administra rodovias e aeroportos no Brasil, foram dadas como garantia a bancos locais e detentores de títulos internacionais e locais
Por Cristiane Lucchesi
02 de Maio, 2022 | 07:33 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O plano da construtora brasileira Andrade Gutierrez de vender sua participação na operadora de rodovias CCR (CCRO3) depende de um acordo com detentores de títulos sobre a reestruturação da dívida externa, disseram pessoas familiarizadas com o assunto.

Na nova proposta feita pela empresa, os detentores de eurobônus ficariam com R$ 820 milhões do dinheiro recebido com a venda da CCR, e não R$ 1,6 bilhão como proposto anteriormente, disseram as pessoas. A dívida remanescente desses credores externos seria trocada por um novo título, segundo as pessoas.

Em 24 de março, a Andrade Gutierrez recebeu uma oferta não-vinculante para vender 14,86% da CCR para Itaúsa e Votorantim por R$ 13,75 por ação, no total de cerca de R$ 4,1 bilhões, segundo um documento regulatório. Isso é menos do que uma proposta anterior da IG4 Transport LP com a Macquarie Asset Management, de R$ 15,44 por ação, que totalizaria R$ 5 bilhões e que não foi aprovada pelos acionistas. Agora a empresa receberá menos com a venda de participação, assim como os detentores de títulos, disseram as pessoas.

A Andrade Gutierrez agora planeja usar R$ 400 milhões, ante R$ 150 milhões de reais em um plano discutido anteriormente. As 300,1 milhões de ações da CCR, que administra rodovias e aeroportos no Brasil, foram dadas como garantia a bancos locais e detentores de títulos internacionais e locais, disseram pessoas anteriormente. Os credores locais, que estão sobrecolateralizados e possuem 191 milhões dessas ações em garantia, receberiam R$ 2 bilhões da venda, disseram as pessoas. Os credores locais já aceitaram a proposta.

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A Andrade Gutierrez não quis comentar à Bloomberg News.

Os detentores de títulos de dívida externa estão sendo aconselhados pelo Lazard e a empresa, pela Moelis, disseram pessoas anteriormente.

A dívida da construtora inclui US$ 480 milhões em títulos internacionais inadimplentes e R$ 1,975 bilhão em títulos locais, dos quais cerca de R$ 1,6 bilhão vendidos aos bancos locais Banco do Brasil e Banco Bradesco. Os títulos da dívida externa da Andrade Gutierrez estão sendo negociados a 62 centavos de dólar.

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