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Internacional

Promessa da China de apoiar economia não convence investidores

Promessa do presidente Xi Jinping de continuar com estratégia Covid-Zero e os lockdowns deve afetar crescimento do país

Foram 23 medidas e promessas que incluem mais apoio a empréstimos
Por Bloomberg News
19 de Abril, 2022 | 12:10 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A retórica otimista do governo chinês e as promessas de apoio a uma economia que paga o preço pela rigorosa estratégia Covid-Zero não convenceram os investidores.

A China registrou a maior contração nas vendas no varejo e o maior desemprego desde os primeiros meses da pandemia na segunda-feira (18). Horas depois, o banco central anunciou 23 medidas para amortecer a economia, incluindo mais apoio a empréstimos para ajudar as empresas que lutam para lidar com o impacto dos confinamentos.

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A mídia estatal seguiu com um comunicado detalhado sobre crescimento, dizendo que as metas anuais ainda podem ser atingidas. Órgãos do governo prometeram na terça-feira (19) mais medidas para ajudar as empresas a retomar a produção em setores chave.

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A resposta dos mercados locais foi de indiferença, com o índice CSI 300 caindo 0,8% em Xangai na terça-feira, um terceiro dia de queda. Para os investidores, a maior preocupação é o mais recente aumento nos casos de covid e mais lockdowns do tipo que fecharam Xangai por semanas, preocupações que ofuscaram as promessas das autoridades de apoio ao mercado e flexibilização das políticas.

“Não será um ano muito fácil para o mercado. O mercado precisa de muito mais tempo antes de ver uma recuperação ampla e sustentável”, disse Bruce Pang, chefe de pesquisa de macroestratégia da China Renaissance Securities, em entrevista à Bloomberg TV. “Todos os fatores negativos, como desaceleração macro, incertezas regulatórias e lockdowns pela covid ainda não acabaram, o que ainda atrapalha o sentimento e a confiança.”

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O presidente Xi Jinping deixou claro que não haverá mudanças nas políticas do Covid-Zero que o país segue desde o confinamento de Wuhan em 2020, o que significa que um ciclo de paralisações e reabertura é provável em cidades de todo o país pelo resto deste ano e possivelmente até mais tempo.

O surto do vírus e os controles rigorosos são agora a maior ameaça ao crescimento da China desde que a pandemia começou há dois anos, somando-se à crise do mercado imobiliário, à guerra na Ucrânia e ao aumento das taxas de juros globais.

UBS (UBS), Barclays (BCS) e Bank of America (BAC) cortaram suas previsões de crescimento para a China abaixo de 5%, com o Bank of America prevendo um resultado pessimista de apenas 3,5% de expansão se os lockdowns se espalharem para mais centros econômicos.

Em um sinal do que pode estar reservado para o resto do país, Tangshan, um centro siderúrgico a cerca de 160 quilômetros de Pequim, anunciou na terça-feira lockdowns em alguns distritos da cidade para impedir um novo surto do vírus, apenas uma semana depois de suspender as restrições em toda a cidade.

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