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Grupo 2TM investe na democratização dos investimentos

Braço de tokenização do grupo anuncia ambiciosa meta para transformar R$ 600 milhões de ativos reais em tokens

Opções de tokenização de ativos digitais crescem no mercado financeiro
Tempo de leitura: 3 minutos

Por Gino Matos para Mercado Bitcoin

São Paulo — A empresa de pesquisa MarketsandMarkets Research, apontou, em um estudo, publicado em janeiro, que o setor de tokenização atingiu valor de mercado de US$ 2,3 bilhões, em 2021. Até 2026, a expectativa é de que esse mercado cresça 148%, atingindo US$ 5,6 bilhões em valor.

No Brasil, o Mercado Bitcoin Digital Assets (MBDA), empresa do Grupo 2TM especializada em registros em blockchain e tokenização de ativos reais, revelou recentemente sua ambiciosa meta de criar R$ 600 milhões em tokens, ainda em 2022.

A criação desses ativos digitais, que seguem o preço de seus pares reais, é um processo visto por muitos como uma ferramenta de democratização de investimentos. Vitor Delduque, Diretor de Novos Negócios do MBDA, compartilha dessa visão ao dizer que um dos objetivos do MBDA como empresa é justamente facilitar o acesso a instrumentos financeiros.

“O custo médio de uma cesta básica hoje é R$ 715. Somados transporte, moradia e demais gastos, sobra pouco para que o brasileiro de renda média consiga fazer render. É preciso considerar ainda os requisitos mínimos para alocar capital em ativos de pouco risco, além dos impostos e demora na liquidez. Com a tokenização, mudamos isso. Nossos produtos têm aplicação mínima de R$ 50, e a liquidez é liberada, em média, após três meses.”

Como exemplo, o diretor de Novos Negócios do MBDA menciona um dos tokens de precatório já emitidos pela empresa. A rentabilidade, diz, é de aproximadamente 22%. Antes, apenas bancos, fundos de investimento e pessoas de alta renda tinham acesso a esse tipo de ativo. Agora, com a divisão desse precatório em pequenas frações digitais, o investimento mínimo passa a ser de R$ 100.

Benefícios do mainstream

Delduque acrescenta que o Grupo 2TM sempre acreditou que a tokenização é o caminho a ser seguido pelas estruturas de investimento. Ele cita que o mercado tradicional apresentava certa resistência às transformações. Com o passar do tempo, no entanto, as instituições perceberam os benefícios.

O resultado dessa mudança de postura do mainstream, conta, foi a expansão orgânica da tokenização como um serviço. “Clientes de todos os mercados nos procuram diariamente para falar sobre o assunto. Entramos em reunião com uma ideia, saímos com mais de cinco.” Nesse cenário, Delduque se mostra otimista, revelando um oceano com mais de R$ 2,5 bilhões em ativos para serem transformados em tokens.

Experiência em tokenização

O MBDA tem experiência em tokenização, transportando para o meio digital precatórios, consórcio e recebíveis relacionados a esportes. Desde outubro de 2019, mais de R$ 140 milhões foram tokenizados. Apenas em 2022, foram gerados R$ 14 milhões, cerca de 10% do total transformado em tokens até então.

Dentre ativos ainda não tokenizados que entraram na mira do MBDA estão: contratos de financiamento à produção de pequenos e grandes produtores, no agronegócio; financiamentos e recebíveis de projetos de energia renovável; recebíveis do mundo esportivo, musical, audiovisual e gastronômico, no entretenimento. Mas não se limitam a essa lista.

Vitor Delduque classifica a experiência do MBDA no processo de tokenização como gratificante. “Perceber que até mesmo grandes bancos têm nos procurado para falar de tokenização é muito interessante. Quando se trata de ativos mobiliários, temos todo o cuidado de envolver a CVM [Comissão de Valores Mobiliários] no processo, pois prezamos pela conformidade regulatória.”

Simplificando para o usuário

A experiência do usuário é tida como uma das maiores barreiras para a adoção das criptomoedas. A nova economia digital ainda é vista como complexa. Interfaces nunca vistas e novos conceitos financeiros, em um primeiro momento, assustam o investidor.

Observando isso, o MBDA tem focado em deixar a experiência semelhante ao mercado tradicional. Vitor Delduque garante que, atualmente, é possível comprar um token na plataforma com “apenas alguns cliques”. Investir em tokens, diz, não é diferente de comprar uma ação em uma corretora ou aplicar em um CDB.

A similaridade com produtos de renda fixa também é um ponto positivo, salienta Delduque. “Nossos tokens deixam de lado a volatilidade inerente das criptomoedas e, ao mesmo tempo, rendem mais do que um ativo clássico do mercado tradicional. Além disso, há benefício fiscal e facilidade na compra e venda. Esses são bons motivos para acreditarmos na meta de R$ 600 milhões em tokenização”, conclui.

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