Metaverso já oferece experiências ao usuário comum

Jogos, reuniões, passeios ou um simples encontro social estão entre as principais vivências nesse novo ambiente

Ecossistema do metaverso começa a ser explorado pelos consumidores que buscam algo mais do que o consumo
Tempo de leitura: 3 minutos

Por Gino Matos para Mercado Bitcoin

São Paulo — O metaverso atraiu o interesse do público no último trimestre de 2021, especialmente depois do anúncio do Facebook de mudança em seu modelo de negócio para essa nova tecnologia que o levou até a alterar o nome da controladora para Meta.

Ao lado do uso do metaverso como escritório virtual e lojas eletrônicas diferenciadas, pouco se fala sobre experiências de usuários nele. “Eu já tinha lido sobre o metaverso antes de o Facebook falar dele, e ouvi ainda sobre empresas de blockchain trabalhando com essa tecnologia. Mas não fazia ideia de que já existiam plataformas em funcionamento”, diz Joshua Villavaso.

Villavaso tem um canal na plataforma para transmissões ao vivo Twitch, onde é conhecido como JTV e compartilha suas experiências dentro do universo virtual com milhares de pessoas. Antes de começar a se aventurar no metaverso Decentraland, em novembro de 2021, JTV diz que via o termo como nada mais do que uma palavra que se tornou popular.

“Eu comecei as transmissões porque fui até a Twitch procurar conteúdo sobre metaverso e não encontrei, então resolvi fazer por conta própria. Em pouco tempo, pessoas começaram a entrar e interagir fazendo perguntas e, como tudo aquilo era novo para mim, eu fazia perguntas de volta e todos aprendiam juntos”, conta Villavaso sobre sua motivação para explorar mais sobre o assunto.

O que fazer no metaverso?

Embora seja um conceito novo e provavelmente esteja longe de seu pico de usuários, o metaverso já registra atividades. “Muita gente usa o Decentral Games, onde você se senta para jogar poker e conversar. Há ainda o WonderMine, onde se permite brincar de minerar meteoritos com outras pessoas e ganhar NFTs, que podem ser vendidos por dinheiro de verdade”, diz JTV. O mercado do metaverso e sua relação com a blockchain foi estimado pela Grayscale, em 2021, em US$ 1 trilhão.

Villavaso também é um grande entusiasta do modelo de exploração e interação com novos jogadores. “Existem cerca de 90 mil parcels [terreno dentro da Decentraland], cada um com 3.000 metros quadrados. Então, há muito espaço para explorar. Além disso, as empresas que compraram terrenos construíram muitos prédios legais, em especial as exchanges de criptomoedas.”

Para o streamer, explorar causa uma ótima primeira impressão nos usuários, uma vez que a comunidade é receptiva e enriquece as interações dentro dessas plataformas virtuais. Outro ponto positivo apontado é acompanhar, em tempo real, o crescimento desse ecossistema. JTV conta ainda que a grande diferença não se dá em relação aos jogos, mas na experiência que o usuário tem ao entrar no metaverso.

VR Chat x Metaverso

O VR Chat é outra plataforma famosa por garantir imersão em um ambiente virtual e que até hoje tem uma média de 21 mil usuários mensais. A proposta é a mesma: o usuário, com ajuda de um óculos de realidade virtual, interage com pessoas ao redor do mundo usando um personagem personalizado por ele, conhecido como avatar.

O que torna metaversos únicos, como Sandbox e Decentraland, é a tecnologia sobre a qual esses mundos são criados. “Ambos permitem interações virtuais, mas somente plataformas como Decentraland são construídas sobre blockchain, algo que acrescenta um valor comercial para os jogadores”, avalia o brasileiro que preferiu se identificar apenas como Herculys.

Yulgan Lira, CEO da Colb, explicou recentemente que a blockchain viabiliza o conceito de posse dentro de um ambiente virtual, diferentemente de outras plataformas que usam realidade aumentada, como o VR Chat, por exemplo. Esse é, na visão de Lira, o principal e mais importante diferencial entre esses dois mundos virtuais.

Na contramão do mercado cripto

É normal que tecnologias relacionadas ao mercado de criptomoedas ‘esfriem’ quando o mercado enfrenta períodos de baixa. Os metaversos baseados em blockchain e projetos relacionados, no entanto, vão na contramão desse movimento.

“Quando o mercado fica parado ou entra em queda é quando temos o maior fluxo de usuários pois existem menos distrações”, conta o membro da MetaZone que se identifica como CipherWill. A MetaZone é uma plataforma onde criadores de conteúdo voltado ao metaverso expõem seus NFTs.

Para CipherWill, além dos casos de uso mencionados por JTV, a próxima onda de usuários no metaverso virá com a popularização dos jogos play-to-earn dentro desse ecossistema, como o ROVI.

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