Metaverso atrai empresas para os escritórios virtuais

Distanciamento social provocado pela pandemia abriu espaço para a criação de ambiente corporativo que replica o mundo real

Construção de comunidades dentro do metaverso mostra tendência de crescimento no mundo corporativo
Tempo de leitura: 2 minutos

Por Gino Matos para Mercado Bitcoin

São Paulo — O isolamento social imposto pela pandemia da covid-19 mudou, compulsoriamente, as relações pessoais e profissionais, que tiveram de ser adaptadas ao ambiente online. Para o mundo corporativo em particular, essa nova realidade social, no entanto, encontrou no conceito do metaverso uma alternativa de trabalho que vem se popularizando: o escritório virtual.

Diferentemente de plataformas empresariais como Slack e Zoom, usadas para reuniões de trabalho, o conceito do escritório virtual está na interação proporcionada via áudio e vídeo por meio de um avatar. Nessa esteira, têm se difundido as plataformas desenvolvidas com objetivo de ‘construir’ ambientes num mundo não real e onde as pessoas possam se reunir e trabalhar, como Gather, Teamflow e Virbela, por exemplo.

“Desde o início da pandemia o número de novos usuários cresceu 45 vezes, sendo que apenas o de internacionais saltou 50 vezes”, conta Alex Howland, cofundador e presidente da empresa focada no desenvolvimento de ecossistemas virtuais Virbela.

Manoela Mitchell, cofundadora e CEO da startup brasileira Pipo Saúde, voltada à gestão de benefícios de empresas, explicou recentemente, em entrevista ao site Protocol, que a utilização de um escritório virtual no Gather não só reduz o tempo das reuniões, mas também torna as relações profissionais mais espontâneas e sociáveis.

Uso de grandes instituições

Nessa tendência, não são apenas as startups que estão se valendo desse novo espaço, mas grandes instituições. Howland, da Virbela, plataforma que ajuda pessoas a interagirem no mundo não real, diz que a empresa desenvolve espaços virtuais para trabalho, educação, treinamento, e eventos.

“Organizações ao redor do mundo, incluindo a Sociedade Americana do Câncer, eXp Realty e Trello, por exemplo, estão firmando parcerias com a Virbela para reconstruir a experiência real dos escritórios fora do mundo físico, criando uma comunidade online”, afirma Howland.

O presidente da Virbela também adiciona à lista o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês), uma das maiores universidades voltadas à pesquisa, na cidade de Cambridge, nos Estados Unidos, e a gigante global do setor de auditoria PwC, com sede em Londres. Outras companhias que utilizam escritórios virtuais em plataformas diversas são Amazon, Coca-Cola, Forbes e a NASA.

Recentemente, a Gather promoveu um evento totalmente online em seu metaverso sobre a importância das plataformas de trabalho na produção em ambiente virtual. Por meio da busca da hashtag da empresa no twitter é possível visualizar diversos outros casos de uso do mundo virtual 2D.

Tendência para o futuro

O certo é que a maioria das empresas descobriu que o período de home office mostrou a muitas empresas ser possível a seus colaboradores executar muitas, quando não todas, tarefas a distância. Fato ressaltado por Alex Howland.

“Uma pesquisa da Glassdoor, site americano de busca de emprego, revelou que de cada 10 pessoas que atualmente estão em trabalho remoto nove querem continuar trabalhando de casa, se não em tempo integral ao menos parcialmente, mesmo tendo sido o retorno aos escritórios considerado seguro”, diz o presidente da Virbela.

Howland explica que, diante dessa constatação, o mundo corporativo está investindo na construção de comunidades no metaverso, “fortalecendo a cultura organizacional e viabilizando a colaboração a distância”, fala.

Olhando para o movimento de grandes organizações de formar parcerias com plataformas do metaverso e as demandas do ‘novo normal’, que pede ao menos parte do período de trabalho em home office, a probabilidade de que esse seja o novo modelo a ser adotado por empresas nos próximos anos só cresce.

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