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Mercados

Ouro recua pelo terceiro dia com commodities em queda antes da reunião do Fed

Investidores aguardam decisão do banco central americano, que deve tentar conter a inflação exacerbada pelos altos preços das commodities

O ouro à vista caía 1,1%, para US$ 1.929,39 a onça, às 7h28, horário de Brasília
Por Ranjeetha Pakiam e Eddie Spence
15 de Março, 2022 | 08:50 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O ouro recuava pelo terceiro dia, com as commodities continuando uma trajetória de queda antes da importante reunião do Federal Reserve, o banco central americano, na qual os formuladores de políticas devem aumentar as taxas de jurosl.

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O lingote caiu depois de chegar ao patamar recorde de US$ 5 na semana passada, quando a invasão russa da Ucrânia fez com que as commodities subissem fortemente, ameaçando uma combinação de baixo crescimento com alta inflação. Os preços dos principais produtos, incluindo o petróleo, esfriaram desde então, aliviando as preocupações.

Meses de especulação sobre uma nova onda de aumentos nas taxas de juros devem chegar ao fim nesta quarta, quando o o banco central dos EUA iniciar a trajetória de alta. O Fed tentará conter a inflação de décadas, que está sendo exacerbada pelos altos preços das commodities.

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Os mercados agora precificaram sete aumentos de 0,5 ponto percentual nas taxas do Fed em 2022, que “não devem mais pesar adicionalmente no preço do ouro”, escreveu Carsten Fritsch, analista de commodities do Commerzbank, em nota. “Isso mudaria se o Fed incorporasse uma alta mais pronunciada de juros em algum momento.”

  • O ouro à vista caía 1,1%, para US$ 1.929,39 a onça, às 7h28, horário de Brasília, depois de cair 1,9% na segunda-feira (14)
  • Os preços atingiram US$ 2.070,44 na semana passada, perto da máxima histórica alcançada em agosto de 2020
  • O Bloomberg Dollar Spot Index caía 0,2%, assim como a prata e a platina.

O paládio subia 2,1% depois de cair 15% na segunda-feira, o maior desde março de 2020, à medida que as preocupações com a oferta diminuíam. Vladimir Potanin, o maior acionista da principal produtora MMC Norilsk Nickel, disse que a empresa está mantendo as exportações apesar da suspensão das ligações aéreas com a Europa e os EUA ao redirecionar os embarques. A União Europeia isentou o metal de seu último conjunto de penalidades às exportações russas.

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