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Internacional

China: Meta para PIB esbarra em alta do petróleo e covid

Dados considerados não contemplam altas recentes, o que significa aumento de preços ao produtor nos próximos meses

evergrande
Por Bloomberg News
09 de Março, 2022 | 11:39 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Economistas já questionam a capacidade da China de atingir sua ambiciosa meta de crescimento econômico poucos dias após o anúncio. O país enfrenta aumento nos preços do petróleo, a maior onda de coronavírus em anos e problemas financeiros contínuos no setor imobiliário.

A economia crescerá apenas 4,5% este ano, segundo estimativa divulgada pelo Goldman Sachs (GS), ou 1 ponto percentual abaixo da meta de aproximadamente 5,5% estabelecida na semana passada. Pequim precisará acelerar a flexibilização das políticas governamentais para impedir que o crescimento recue ainda mais, segundo o Goldman, que calcula que a alta nos preços do petróleo por si só pode reduzir a taxa de crescimento do PIB em 0,5 ponto percentual.

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A alta súbita nos preços de petróleo, gás e outras commodities deve acelerar a inflação ao produtor, renovando a pressão sobre as fábricas ao comprimir lucros e reduzir a quantia disponível para investimentos. Além disso, os casos de coronavírus na China – motivados principalmente pela variante ômicron – estão subindo para níveis que não eram vistos desde o surto inicial em Wuhan há dois anos, formando outra ameaça ao consumo.

O índice de preços ao produtor subiu 8,8% nos 12 meses até fevereiro, refletindo pressões de custos nas fábricas antes mesmo do salto recente do petróleo. A China conta com a compra de energia da Rússia e a baixa inflação ao consumidor para proteger o público e as empresas das consequências das tensões geopolíticas.

“Como os dados de fevereiro não levam em consideração os recentes aumentos nos preços de commodities e energia, vemos pressões adicionais de alta da inflação ao produtor nos próximos meses”, disse Liu Peiqian, economista-chefe para a China do NatWest Group. O consumo fraco devido aos surtos de coronavírus e às medidas de contenção da doença mantiveram a inflação ao consumidor baixa e o último dado sugere que a “recuperação da demanda doméstica ainda é fraca e instável”, acrescentou.

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No mercado acionário, o índice CSI 300 chegou a perder 4,6%, sua queda mais acentuada desde julho de 2020.

O presidente Xi Jinping falou na terça-feira (8) sobre os riscos para a economia global desencadeados por tensões geopolíticas após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

As sanções afetarão as finanças globais, a energia, o transporte e a estabilidade das cadeias de suprimentos e enfraquecerão a economia global que já havia sido devastada pela pandemia”, disse ele em uma ligação com contrapartes da França e Alemanha.

A meta de crescimento do PIB da China para este ano é a menor em três décadas, mas foi considerada ambiciosa pelos economistas devido à piora no mercado imobiliário e à lenta recuperação do consumo por causa da covid-19. Pequim prometeu manter os níveis totais de endividamento estáveis este ano, o que limita o financiamento de investimentos públicos.

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