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Internacional

BCE alerta para perdas em bancos europeus em razão da guerra

Banco Central Europeu orientou bancos a avaliar se precisam reservar dinheiro para perdas potenciais

A autoridade monetária pediu que os bancos sejam prudentes ao medir os riscos
Por Nicholas Comfort e Sonia Sirletti e Steven Arons
09 de Março, 2022 | 04:07 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O Banco Central Europeu teme que os balanços patrimoniais de instituições financeiras sofram impactos com a turbulência que a invasão da Ucrânia pela Rússia provocou na economia e nos mercados globais.

O BCE orientou os bancos a avaliar se precisam reservar dinheiro para perdas potenciais não apenas em empréstimos a empresas russas, mas também em empréstimos a empresas não diretamente afetadas pela guerra e por sanções ou que fazem negócios na Rússia ou na Ucrânia. A informação é de pessoas com conhecimento do assunto, que pediram anonimato para discutir informações internas.

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A autoridade monetária pediu que os bancos sejam prudentes ao medir os riscos e reforçou que os padrões contábeis exigem a adoção de provisões iniciais quando a probabilidade de inadimplência aumenta, disseram as fontes. Não houve pressão formal para os bancos trabalharem com reservas adicionais para cobrir essas perdas, acrescentaram.

Um porta-voz do BCE se recusou a comentar.

Os esforços do regulador mostram maior preocupação com o impacto generalizado da guerra no setor bancário da Europa. O executivo de um banco conta que a coleta de informações é parecida com a iniciativa empreendida durante os primeiros dias da pandemia. Naquela época, o BCE concedeu aos bancos alívio de capital sem precedentes para ajudá-los a absorver perdas, além de proibir a distribuição de dividendos e as recompras de ações.

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Ainda não há indicação de que o BCE seguirá esse caminho para lidar com as consequências da guerra. Depois que os bancos enfrentaram o pior da pandemia, o BCE suspendeu as restrições aos dividendos e decidiu aguardar o término dos prazos das medidas de alívio, o que significa que as instituições financeiras não poderão acessar reservas de capital não vinculadas no próximo ano.

Diante de tanta incerteza, algumas casas estão adotando uma abordagem conservadora em relação aos pagamentos aos acionistas. O Raiffeisen Bank International, que tem a maior exposição à Rússia proporcionalmente às suas reservas financeiras, paralisou o pagamento de dividendos referentes a 2021. O UniCredit, que tem uma subsidiária na Rússia, comunicou que adotou “uma abordagem prudente e sustentável” para a distribuição desses recursos.

Com os efeitos secundários nas carteiras de empréstimos em mente, o BCE está questionando os bancos sobre suas expectativas para o desempenho de empresas e diferentes setores da economia à medida que as cadeias de suprimentos são interrompidas e os preços das commodities sobem. O BCE usará essa informação junto com análises internas para estimar as perdas que o setor bancário poderá enfrentar, disse uma das pessoas.

Uma das áreas em que os bancos procuram sinais de estresse é a de pequenos fornecedores de montadoras e outros fabricantes que sofrem interrupções na produção devido à guerra na Ucrânia, de acordo com o executivo de um banco que pediu anonimato para falar sobre clientes.

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