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Negócios

Carros da Mercedes se tornam mais lucrativos com falta de chips

Montadora superou a meta de lucratividade no ano passado e o retorno sobre as vendas no último trimestre foi o maior já registrado

Vs volumes de vendas mais baixos foram mais do que compensados pelo aumento dos preços no ano passado
Por William Wilkes
11 de Fevereiro, 2022 | 08:33 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Os veículos da Mercedes-Benz estão mais lucrativos do que nunca depois que a crise dos chips provocou uma escassez mundial de carros, aumentando os preços de venda de modelos como o carro-chefe Classe S.

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A montadora superou a meta de lucratividade no ano passado e o retorno sobre as vendas no último trimestre foi o maior já registrado, disse um porta-voz nesta sexta-feira (11).

A escassez global de componentes de alta tecnologia pesou na indústria, levando a paralisações de produção e atrasos. O Grupo Volkswagen informou na sexta que as entregas mundiais caíram 15% em janeiro, e a Volvo disse que as tensões na cadeia de suprimentos continuarão a atrapalhar as entregas este ano.

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Ainda assim, a Mercedes-Benz - que perdeu a coroa de vendas de veículos de luxo para a rival BMW pela primeira vez desde 2015 - disse que os volumes de vendas mais baixos foram mais do que compensados pelo aumento dos preços no ano passado, uma vez que a empresa se beneficiou da escassez de veículos acabados. e uma estratégia que direcionou chips escassos para modelos de maior valor.

A escassez de chips levou a inversões de preços dramáticas, em que alguns modelos usados custam significativamente mais do que encomendar novos, com os últimos sujeitos a longos atrasos. Versões usadas do icônico Mercedes G-Wagon estão sendo vendidas por cerca de um terço a mais do que modelos novos nos EUA, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado iSeeCars.

A administração da Mercedes-Benz está intensificando os esforços para transformar um dos nomes mais célebres da fabricação de automóveis em um rival totalmente elétrico da líder de mercado Tesla. A empresa pretende ter modelos movidos a bateria em todos os seus segmentos este ano, um marco para a ambição de vender apenas carros elétricos até 2030.

Voando alto

A empresa anteriormente conhecida como Daimler desmembrou a divisão de caminhões em dezembro, encerrando mais de um século de negócios sob o mesmo teto. A medida visa permitir que as empresas intensifiquem o foco nas amplas mudanças tecnológicas que afetam seus respectivos segmentos.

A empresa disse que os retornos ajustados sobre as vendas em seu segmento de carros e vans atingiram 12,7%, superando a previsão de um resultado na faixa de 10% a 12%. Preços altos de veículos novos e usados ajudaram a alcançar o resultado, disse a empresa.

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O lucro ajustado antes de juros e impostos (Ebitda) chegou a cerca de 14 bilhões de euros (US$ 16 bilhões) para o ano inteiro.

A Mercedes-Benz disse que agora espera que o movimento de reestruturação impulsione o Ebit em cerca de 9 bilhões a 10 bilhões de euros. Esse efeito único não tem impacto no fluxo de caixa e nenhum impacto material nos impostos, disse a montadora, acrescentando que seria excluída da determinação do dividendo aos acionistas.

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