Internacional

China acusa EUA de má gestão de riscos com satélite de Musk

EUA não responderam aos pedidos de informações chinesas sobre satélites Starlink da SpaceX no ano passado, disse porta-voz

China notificou as Nações Unidas em dezembro de que houve “encontros imediatos” em julho e outubro
Por Bloomberg News
10 de Fevereiro, 2022 | 08:15 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A China acusou os Estados Unidos de não assumirem a responsabilidade pelos problemas causados por satélites lançados pela SpaceX, empresa de Elon Musk, destacando o risco potencial de conflito entre as duas principais nações espaciais do mundo.

Os EUA não responderam aos pedidos de informações quando os satélites Starlink da SpaceX no ano passado chegaram perigosamente perto da estação espacial chinesa, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Zhao Lijian, em uma coletiva de imprensa regular na quinta-feira em Pequim.

“Enquanto em órbita, os astronautas chineses enfrentavam ameaças de segurança reais e urgentes”, disse Zhao. “Após o acidente, as autoridades competentes da China tentaram várias vezes entrar em contato com os EUA por e-mail, mas não receberam resposta”.

A declaração chinesa veio após um novo incidente envolvendo satélites da SpaceX, com a empresa dizendo que até 40 de seus 49 satélites de órbita baixa lançados em 3 de fevereiro foram atingidos por uma tempestade geomagnética e caíram de volta à Terra.

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A reclamação acontece após a própria Nasa, a agência espacial americana, alertar sobre os perigos dos satélites de Musk. O plano de aumentar a frota de satélites da SpaceX em 30 mil unidades pode colocar em risco a Estação Espacial Internacional e dificultar os esforços para observar ataques de asteroides potencialmente catastróficos, disse a Nasa em comunicado na quarta-feira (9).

China notifica ONU sobre satélites

A China notificou as Nações Unidas em dezembro de que houve “encontros imediatos” em julho e outubro, quando os satélites se aproximaram da estação espacial chinesa. Os EUA responderam no mês passado, dizendo que não havia necessidade de enviar notificações para a China porque os incidentes não atenderam ao limite dos critérios de colisão de emergência estabelecidos.

“Se houvesse uma probabilidade significativa de colisão envolvendo a Estação Espacial da China, os Estados Unidos teriam fornecido uma notificação de aproximação direta diretamente ao ponto de contato chinês designado”, disseram os EUA em uma submissão de 28 de janeiro ao Comitê sobre a Usos pacíficos do espaço sideral.

Com essa explicação, os EUA estavam tentando “mudar responsabilidades e distrair a atenção”, disse Zhao. “Não estão mostrando a devida atitude responsável como potência espacial.”

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