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Internacional

Deutsche Bank aperta controle sobre uso do WhatsApp nos EUA

Movimento acontece em meio à repressão dos reguladores ao uso generalizado de aplicativos de mensagens no setor financeiro

Reguladores têm monitorado de perto o uso de aplicativos de mensagens no setor financeiro
Por Steven Arons
04 de Fevereiro, 2022 | 04:16 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O Deutsche Bank (DB) está buscando reforçar a supervisão da comunicação eletrônica dos funcionários em meio à repressão dos reguladores dos Estados Unidos ao uso generalizado de serviços como o WhatsApp no setor financeiro.

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Segundo pessoas familiarizadas com o assunto, o banco alemão planeja lançar em breve uma atualização tecnológica para fortalecer sua capacidade de armazenar e monitorar o uso de aplicativos de mensagens.

O objetivo é permitir que os funcionários possam manter os serviços e, ao mesmo tempo, atender aos requisitos regulatórios, disseram eles, pedindo para não serem identificados dadas as informações privadas.

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Veja mais: UE pressiona WhatsApp para informar como dado de usuário é tratado

O Deutsche Bank vem intensificando os investimentos em controles depois que reguladores nos EUA e na Alemanha repreenderam o banco por não fazer o suficiente.

O projeto mais recente vem logo após uma multa excepcionalmente alta de US$ 200 milhões imposta no final do ano passado ao JPMorgan por usar plataformas como WhatsApp e e-mails, que violavam regras de arquivamento de mensagens de trabalho para análise regulatória.

“À medida que a tecnologia muda, é ainda mais importante que os registrantes garantam que suas comunicações sejam registradas adequadamente e não sejam conduzidas fora dos canais oficiais para evitar a supervisão do mercado”, disse Gary Gensler, presidente da Securities and Exchange Commission (SEC, a CVM americana), quando o regulador impôs a multa.

O Deutsche Bank também enfrentou dúvidas sobre o uso de canais de comunicação privados. Asoka Woehrmann, que supervisiona seu braço de gerenciamento de ativos DWS Group, usou sua conta de e-mail pessoal em 2017 e 2018 para coordenar um investimento do credor quando era chefe de suas operações de varejo na Alemanha, conforme e-mails vistos pela Bloomberg.

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O CEO do Deutsche Bank, Christian Sewing, disse que o banco está investigando o assunto, que foi relatado pela primeira vez pelo Sueddeutsche Zeitung. Porta-vozes do Deutsche Bank e do DWS se recusaram a comentar.

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