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Internacional

Alemanha segue perto da recessão e piora perspectivas para Europa

Zona do euro teve início de ano fraco com as restrições da pandemia afetando a confiança

Fabrica da Volkswagen em Zwickau
Por Jana Randow
28 de Janeiro, 2022 | 04:10 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A economia da zona do euro teve um início de ano fraco, com as restrições da pandemia afetando a confiança e temores de que a Alemanha possa estar à beira da recessão pela segunda vez desde o início da crise.

Um índice de sentimento da Comissão Europeia caiu para 112,7 pontos em janeiro, o menor nível em nove meses, com quedas de confiança na maioria dos setores e entre os consumidores. As expectativas em relação a emprego pioraram pelo segundo mês seguido.

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Essa última sondagem se soma a notícias sombrias vindas da Alemanha, mostrando que o PIB encolheu 0,7% no quarto trimestre — mais que o dobro da queda que os economistas previam. Pelo lado positivo, França e Espanha relataram crescimento mais rápido do que o esperado.

A Europa está atrasada em relação aos EUA e ao Reino Unido na recuperação da pandemia, enfrentando gargalos de abastecimento que atingem a indústria de transformação, restrições impostas pelo coronavírus que afetam as atividades de serviço e escassez de mão de obra em toda a economia. O Fundo Monetário Internacional reduziu esta semana as projeções para a zona do Euro em 2022 e alertou que a inflação persistirá por mais tempo.

A impaciência com as pressões inflacionárias já afeta autoridades no Banco Central Europeu, que argumentam que não podem controlar o aumento dos preços de energia. Os governos agem para evitar um aperto no gasto do consumidor, que pode se intensificar se as tensões na fronteira da Rússia com a Ucrânia elevarem ainda mais os preços de energia.

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Prestadores de serviços e varejistas esperam aumentar seus preços nos próximos meses, segundo pesquisa da Comissão Europeia, que também concluiu que os consumidores se tornaram mais pessimistas quanto à sua situação financeira futura.

Já as fábricas esperam que os preços de venda recuem. Os cronogramas de encomendas diminuíram um pouco em janeiro e as previsões de produção ficaram praticamente inalteradas.

Uma sondagem com gerentes de compras apresentada no início da semana mostrou que os gargalos nas cadeias de suprimentos estão começando a diminuir. Montadoras de veículos como Volkswagen e Stellantis esperam que essa tendência continue, mas alertam que ainda haverá escassez de semicondutores durante o primeiro semestre.

Controles rigorosos contra a Covid-19 na China e em boa parte da Ásia podem inviabilizar esse progresso se o fechamento de fábricas observado na cidade portuária de Tianjin for adotado em muitos outros lugares.

Paralelamente, empresas na zona do euro temem que a ausência de funcionários por causa de doença ou regras de isolamento restrinja a atividade.

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