Finanças pessoais

Onde investir US$ 1 mi? Goldman recomenda ações dos EUA e private equity

Codiretora de gestão de patrimônio, Meena Flynn ajuda a orientar decisões de investimento de clientes com patrimônio elevado

Meena Flynn, do Goldman Sachs: Preferimos os EUA em vez de ações internacionais e ativos de valor ante os de crescimento
Por Devon Pendleton
08 de Janeiro, 2022 | 11:52 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Como codiretora de gestão de patrimônio global do Goldman Sachs (GS), Meena Flynn ajuda a orientar as decisões de investimento de clientes com patrimônios elevados em todo o mundo.

Flynn, que mora em Nova York e está na empresa há mais de duas décadas, disse à Bloomberg por que está recomendando aos clientes para aproveitar as ações dos EUA em um mundo que enfrenta inflação e um Federal Reserve mais ativo.

Quando se trata de alternativas, Flynn tem sugestões ligadas ao metaverso e ao mercado imobiliário. Os comentários foram condensados e editados para maior clareza.

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Se você tem um cliente com US$ 1 milhão para investir agora, o que aconselharia?

Estamos inclinados para ações e alternativas para combater a potencial erosão de riqueza pela inflação.

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Em uma estratégia agressiva de alocação de ativos, vemos os clientes com exposição combinada de ativos negociados publicamente e private equity ao redor de 75%, e outros 7% em outros produtos alternativos. Ainda que os investimentos de renda fixa estejam com retornos reais mais baixos, estamos orientando os clientes a manterem dinheiro em caixa e reservas em renda fixa para serem oportunistas.

Ativos negociados publicamente têm sido historicamente a classe de ativos mais consistente em apresentar um desempenho acima da inflação, embora em casos de pressões de preços ainda mais significativas, como nas décadas de 1970 e 1980, as ações tenham o potencial de produzir retornos reais negativos.

Nossa visão é que estamos em uma expansão de vários anos e que a economia e as ações devem apresentar um bom desempenho neste ano. Preferimos os EUA em vez de ações internacionais e ativos de valor ante os de crescimento.

Alguma área específica que você acha interessante?

Vemos algumas oportunidades. Uma delas são empresas financeiras, à luz do potencial início de aumento da taxa de juros nesse ano. Outra é energia, que oferece um rendimento atrativo ao mesmo tempo que uma disciplina de capital. E depois há ações de saúde, que cresceram durante a pandemia e têm forte potencial para um ciclo contínuo de inovação.

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E quanto a mercados alternativos?

Estamos focados em ativos tangíveis, mais especificamente imóveis. Um exemplo são os empreendimentos multifamiliares, diante do potencial de se beneficiarem de um ambiente inflacionário e da alta dos aluguéis.

Passando para algumas oportunidades menos tradicionais, estamos focados em áreas do mercado que são menos maduras e podem se beneficiar conforme migramos para um mundo mais digital. Estamos aproveitando as oportunidades em tecnologia e outros setores como healthtech e fintech, que estão preparados para ficarem na vanguarda das mudanças seculares no mercado.

Outra área que monitoramos é o ecossistema de ativos digitais. Estamos interessados em investimentos que estão no cerne da inovação nesse espaço, como o uso de tecnologia blockchain para gerenciamento de cadeia de suprimentos, sistemas de saúde ou transações de mercado de capitais. Ou blockchain relacionado ao Web3 e ao metaverso.

Para obter exposição a esses temas nos mercados de private equity, os investidores podem procurar empresas de venture capital que tenham um foco explícito em inovações. Eles podem espelhar isso nos mercados públicos até certo ponto, investindo em cestas de ações com exposição à tecnologia blockchain ou em empresas que usam tecnologia para operarem seus negócios com mais eficiência.

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