PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Mercados

Cinco assuntos quentes para o Brasil na próxima semana

IPCA deve desacelerar em dezembro, mas fechar ano em dois dígitos e muito acima da meta

Oferta de ações deve movimentar segunda semana útil de 2022
Por Josue Leonel
07 de Janeiro, 2022 | 08:05 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — O IPCA deve desacelerar em dezembro, mas fechar o ano em dois dígitos e muito acima da meta, o que levará o BC a escrever uma carta de justificativa. Inflação também é destaque da agenda nos EUA e China. Falas de Powell e presidentes do BCE e BOJ serão monitoradas após ata hawkish do Fed. Números em alta da covid e noticiário sobre eleições e servidores também seguem em foco. Balanços nos EUA podem mover bolsas.

PUBLICIDADE

IPCA e varejo

Inflação oficial de 2021 sai na terça-feira e deve mostrar alta de preços acumulada de 10,02%, segundo a mediana dos economistas pesquisados pela Bloomberg. O dado ficará acima do teto da meta de 5,25%, o que levará o presidente do BC, Roberto Campos Neto, a enviar carta ao ministro da Economia explicando o não cumprimento do objetivo. No comparativo mensal, o IPCA deve desacelerar de 0,95% para 0,69%. Mercado também irá avaliar as projeções de inflação na pesquisa Focus, na segunda-feira. Semana ainda terá dados de atividade como vendas no varejo (sexta) e serviços (quinta), após produção industrial vir abaixo do previsto em novembro.

CPI, Powell e bancos

Inflação também será destaque nos EUA com CPI dia 12 e PPI dia 13, após a ata do Fed da última quarta-feira gerar volatilidade nos mercados ao sinalizar alta mais rápida dos juros. Expectativa para o CPI é de desaceleração mensal, mas com ritmo maior no comparativo anual, que pode atingir o maior nível em quase 40 anos. Semana ainda terá as falas de vários dirigentes do BC americano, incluindo Jerome Powell, dia 11, em audiência sobre sua recondução como presidente. Presidente do BCE, Christine Lagarde, participa de conferência dia 14, e Kuroda, do BOJ, falará dia 11. China também terá agenda pesada, com dados de inflação e balança. Balanços de grandes bancos americanos, incluindo JPMorgan, Citigroup e Wells Fargo, poderão afetar as bolsas em Nova York.

PUBLICIDADE

Eleição e fiscal

Os movimentos para as eleições de 2022 seguem no foco do mercado, assim como possíveis ameaças às contas públicas. A deputada do PT Gleisi Hoffmann afirmou que a revisão da reforma trabalhista estará no plano de governo do partido, em entrevista ao UOL. O ex-presidente Lula e integrantes da legenda também avaliam atuar para reverter outras propostas aprovadas nos últimos anos, durante os governos Michel Temer e Jair Bolsonaro, como privatizações e o teto de gastos, segundo o Estado. Uma ala do partido defende ainda revogar a autonomia do Banco Central, mas essa discussão ainda estaria num estágio menos amadurecido, de acordo com a reportagem. Pressões por reajuste salarial também seguem em destaque. O primeiro ato público dos servidores deve mesmo ocorrer no dia 18 de janeiro em frente ao Banco Central e depois no Ministério da Economia, diz a Folha.

Avanço da covid

Mercado continua ainda monitorando o avanço da covid em meio à difusão no país da variante ômicron. O Brasil registrou 35.826 infecções do coronavírus nesta quinta-feira, maior número de casos diários desde 22 de setembro, segundo dados do Ministério da Saúde compilados pela Bloomberg. Número de mortes subiu em 128, para 619.641.

Camil e Braskem

Além do balanço da Camil (CAML3) para o período setembro-novembro, que sai dia 13, nos próximos dias deve vir a público o calendário da oferta subsequente de ações da Braskem promovida pelos seus controladores, a Petrobras (PETR4) e a Novonor. A expectativa da Petrobras é de que follow-on ocorra até fevereiro. BNDES também trabalha para vender ações na Ouro Fino e avançar com o processo de capitalização da Eletrobras. A Ebanx, fintech que tem o Advent como acionista, está entre as empresas que podem abrir seu capital nos EUA no começo do ano.

Veja mais em bloomberg.com

Leia também