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Tech

Brasileira Nulinga levanta US$ 1 milhão para ajudar no ensino de idiomas

Empresa foi fundada por dois veteranos em startups que criaram e venderam uma empresa para o Gympass, o unicórnio brasileiro de academias; agora eles empregam modelo de negócios semelhante em sua nova empresa

Nulinga permite que as pessoas aprendam um idioma virtualmente com um professor particular ou aulas em pequenos grupos
Por Marcella McCarthy (Brasil)
28 de Dezembro, 2021 | 10:00 am
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg Línea — Para Martin Perri e Juan Ignacio Villarejo Arzivian, criar e construir uma empresa não é nenhuma novidade. Os dois argentinos já tinham um aplicativo de treinos chamado SinRutina, que permitia às pessoas treinar em diferentes academias por uma assinatura mensal. A empresa foi adquirida em 2018 pelo unicórnio brasileiro Gympass por um valor não revelado, e Perri e Arzivian juntaram-se à equipe Gympass e viajaram bastante para o Brasil.

“Após a aquisição, tivemos de viajar muito para São Paulo e éramos os únicos nas reuniões que não falavam português. As pessoas mudavam para o inglês por nossa causa”, disse Perri. A dupla tentou aprender português, mas achou difícil manter o ritmo em aplicativos que não proporcionavam nenhuma interação humana e que não obrigavam você a agendar um horário para aprender.

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“Víamos o mesmo acontecer nas academias. As pessoas frequentam mais as aulas que os aparelhos”, afirmou Arzivian.

Em resposta, a equipe cofundadora lançou uma nova empresa chamada Nulinga, que oferece ensino de inglês, português e espanhol em um modelo de aula ou tutoria privada virtual.

“Um professor fica com você durante todo o curso. Você faz uma aula todas as semanas no mesmo horário com o mesmo professor”, disse Perri, CEO da Nulinga.

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Depois de conhecer e admirar o modelo de negócio do Gympass, que funciona como uma empresa B2B, vendendo os seus serviços aos departamentos de RH e oferecendo treinos como benefício, a Nulinga decidiu adotar o mesmo modelo. A empresa oferece os serviços às empresas mediante o pagamento de uma taxa; estas, por sua vez, oferecem os serviços aos seus funcionários mediante coparticipação, cabendo à Nulinga o pagamento dos professores.

A empresa anunciou sua rodada seed de US$ 1 milhão, liderada pela Niu Ventures e com participação da GV Ventures e de outras. O CEO do Gympass, Cesar Carvalho, investiu na rodada de pré-seed de US$ 360 mil em julho de 2020.

Perri atualmente fala bem o português, mas Arzivian ainda está aprendendo. A Nulinga tem sede em São Paulo, emprega 45 funcionários e tem cerca de 2 mil usuários. Alguns de seus clientes incluem a Ambev, a Clarios e a Lalamove.

A empresa tem operações no Brasil, México, Chile e Argentina, mas atende a todos os mercados da América Latina e obteve um crescimento de receita de 4,5 vezes A/A. Ela planeja utilizar os recursos da rodada para aprimorar o produto, desenvolver conteúdo e investir em marketing e vendas.

Na era do trabalho remoto, muitas empresas descobriram a necessidade de ter funcionários que falem vários idiomas, principalmente na América Latina, em que uma empresa pode ter sede no Brasil e funcionários em países de língua espanhola da região, ou vice-versa. À medida que as empresas se globalizam, o resultado natural é que se espera que os funcionários falem inglês para que tenham um idioma em comum.

É o caso do Nubank – o IPO mais recente do Brasil – em que o idioma oficial é inglês, mesmo os fundadores sendo uma mistura de brasileiros, colombianos e americanos.

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Assim, a Nulinga se posicionou como um benefício corporativo e como um serviço para empresas que desejam manter seus atuais funcionários e oferecer o ensino ou o aprimoramento de outro idioma.

“Estamos ajudando as empresas a se globalizarem”, afirma Arzivian.

Você tem alguma notícia sobre financiamento? Entre em contato: funding@bloomberglinea.com

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--Esta matéria foi traduzida por Bianca Carlos, Localization Specialist da Bloomberg Línea.

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Marcella McCarthy

Marcella McCarthy (Brasil)

Jornalista americana/brasileira especializada em tech e startups com mestrado em jornalismo pela Medill School na Northwestern University. Cobriu America Latina, Healthtech e Miami para o TechCrunch e foi fundadora e CEO de um startup Americano na área de EdTech. Baseada em Miami.

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