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A briga de Elon Musk com os Democratas pelo pagamento de impostos

Senadora alega que sistema tributário deve ser alterado de forma a permitir taxação de grandes fortunas

Bilionário, CEO da Tesla, Pessoa do Ano eleita pera revista Time e pessoa física que vai pagar mais impostos que qualquer americanos em 2021
Por Tom Maloney e Ben Steverman
18 de Dezembro, 2021 | 01:51 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — O exercício de muitas opções por parte de Elon Musk está alimentando sua narrativa de que vai pagar mais impostos este ano do que qualquer outro americano na história em discussão com a senadora Elizabeth Warren sobre desigualdade de riqueza.

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A pessoa mais rica do mundo e CEO da Tesla pode ter de pagar mais de US$ 10 bilhões em impostos em 2021 se exercer todas as suas opções com vencimento no próximo ano, segundo cálculos da Bloomberg. Embora seja difícil dizer se isso seria um recorde – afinal, a Receita Federal não revela publicamente os registros de impostos de pessoa física – certamente seria uma das maiores quantias de todos os tempos.

Mesmo um pagamento de US$ 10 bilhões é apenas uma fração do patrimônio de Musk. Seu patrimônio líquido é de um quarto de trilhão de dólares segundo o Bloomberg Billionaires Index; foram US$ 95 bilhões de crescimento até agora este ano.

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Sua última briga no Twitter com a senadora pelo estado de Massachusetts começou depois que Warren criticou o código tributário por ser “fraudado” e clamou pela sua mudança “para que a Pessoa do Ano realmente pague os impostos e pare de parasitar todo mundo”.

Se prestar atenção por dois segundos, vai perceber que vou pagar mais impostos do que qualquer americano na história este ano.

Musk vai pagar essa conta bastante alta após exercer quase 15 milhões de opções e vender milhões de ações para cobrir os impostos relacionados às transações. Isso ocorreu após uma pesquisa do Twitter no mês passado, na qual Musk perguntou se deveria vender 10% de sua participação na Tesla - cujas ações dispararam mais de 2.300% nos últimos cinco anos.

Musk pode acabar economizando alguns bilhões de dólares em impostos sobre ganhos de capital que, de outra forma, deveria à Califórnia devido à mudança da sede da Tesla para o Texas (não há imposto de renda estadual ou imposto sobre ganhos de capital para pessoas físicas), segundo cálculos da Bloomberg News.

Um relatório da ProPublica em junho disse que Musk pagava pouco imposto de renda em relação a seu patrimônio exagerado. Ele rebateu, afirmando que não recebe salário da SpaceX ou da Tesla e paga uma alíquota fiscal efetiva de 53% sobre as opções de ações que exerce. Ele acrescentou que espera que essa alíquota aumente no próximo ano.

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Musk não é o único bilionário que vai pagar uma quantia tão alta em impostos este ano. As vendas de ações pelos maiores bilionários dos EUA mais que dobraram este ano, e os americanos mais ricos se desfizeram de suas ações após uma alta nos valuations e antes de um possível aumento de impostos em 2022.

Até agora neste ano, Jeff Bezos – segunda pessoa mais rica do mundo – vendeu mais de US$ 9 bilhões em ações da Amazon.com, e Mark Zuckerberg liquidou US$ 4,5 bilhões em ações da Meta Platforms – antigo Facebook. Ambos provavelmente pagarão uma alíquota mais baixa que Musk, em parte porque suas vendas são destinadas a financiar iniciativas de caridade, que permitem deduções fiscais.

Democratas e progressistas vêm defendendo a expansão da definição de renda de forma a incluir ganhos de riqueza. O presidente do Comitê de Finanças do Senado, Ron Wyden, propôs um imposto para bilionários: um imposto anual sobre os ganhos não realizados dos americanos mais ricos em ativos negociados publicamente, como os da Tesla.

Musk já havia usado o Twitter para repreender os senadores Bernie Sanders e Wyden por seu apoio a um imposto para bilionários.

--Com assistência de Tom Metcalf e Cecile Vannucci.

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