Bloomberg Línea — Um dia após um comunicado agressivo pelo Federal Reserve, e com perspectivas de altas de juros para 2022, as bolsas europeias e os futuros americanos reagem com altas firmes, e carregam o principal índice da B3 de carona. As principais blue chips brasileiras avançam na primeira hora de pregão.
Às 10h30, horário de Brasília, os Estados Unidos divulgaram dados dos pedidos de seguro-desemprego da última semana, que mantiveram os níveis mínimos em 50 anos. O país registrou 206 mil pedidos de seguro-desemprego na última semana, acima dos 188 mil registrados anteriormente, mas ainda em patamares baixos, indicando a recuperação da economia. O dado ajudou a reforçar o bom humor dos mercados acionários.
- Perto das 10h55, o Ibovespa subia 1,08%, a 108.595 pontos
- O dólar rondava a estabilidade, a R$ 5,70, enquanto os vencimentos dos juros avançavam. O DI para janeiro de 2023 avançava de 11,550% para 11,595%
- Os futuros americanos tinham altas firmes: o do Dow Jones subia 0,52%, do S&P 500, 0,47%, e do Nasdaq, 0,30%
Contexto
O mercado acionário reage positivamente à guerra declarada pelo Federal Reserve contra a inflação na véspera (15). O presidente do Fed, Jerome Powell, deu uma virada radical no seu discurso, agora muito mais enérgico e contundente quando o assunto é inflação.
Antes vista como “transitória”, agora Powell afirma que a inflação não só continuará subindo acima da meta de 2% para 2022, como está mais ampla e pode representar a maior ameaça ao pleno emprego. Com isso, o banco central norte-americano decidiu dobrar a velocidade do fim do programa de recompra de ativos, criado para estimular a economia. Desta vez os juros foram mantidos, mas o Fed sinalizou sua propensão a elevar o custo do dinheiro a um passo mais acelerado em 2022.
O dirigente também disse que o Fed está preparado para subir juros se necessário e que não prevê uma longa espera entre tapering e alta de juros. Com relação à ômicron, ele confia que a economia pode lidar com esta variante.