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Negócios

Nubank levanta US$ 2,6 bi com IPO no topo da faixa

A Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, comprou 10% das ações na oferta, conforme fonte

IPO do Nubank o torna a instituição financeira mais valiosa da América Latina, superando o Itaú, que tem valor de mercado de US$ 38 bilhões
Por Crystal Tse, Vinícius Andrade e Felipe Marques
08 de Dezembro, 2021 | 09:18 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — A Nu Holdings, dona do Nubank, que tem como patrocinadores a Berkshire Hathaway de Warren Buffett, levantou US$ 2,6 bilhões nos Estados Unidos oferta pública inicial precificada no topo da faixa indicativa, que a fintech havia baixado anteriormente.

A empresa vendeu 289 milhões de ações nesta quarta-feira (8) por US$ 9 cada, depois de oferecê-las por US$ 8 a US$ 9, de acordo com um comunicado que confirma notícia anterior da Bloomberg News. Nubank havia reduzido a faixa proposta na semana passada, depois de tentar levantar até US $ 3,18 bilhões.

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A Berkshire comprou 10% das ações na oferta, disse uma pessoa familiarizada com o assunto que pediu para não ser identificada porque não era pública. A Berkshire não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado ao assistente de Buffett.

No preço do IPO, o Nubank tem um valor de mercado de US$ 41 bilhões com base nas ações em circulação listadas nos EUA. Contabilizando opções de ações para funcionários e unidades de ações restritas, a empresa tem um valor de US$ 44 bilhões.

O IPO do Nubank o torna a instituição financeira mais valiosa da América Latina, superando o Itaú, que tem valor de mercado de US$ 38 bilhões.

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A Sequoia Capital, que investiu US$ 1 milhão no Nubank em 2013 em uma rodada seed, agora tem uma participação de US$ 7,1 bilhões ao preço das ações de US$ 9, com base nos registros da empresa. Outros acionistas importantes incluem DST Global, Tencent e Tiger Global.

Veja mais: IPO do Nubank pode fazer de Junqueira rara bilionária mulher

Fatia da Berkshire

A Berkshire investiu no Nubank em junho, assumindo uma participação de US$ 500 milhões, avaliando a empresa em US$ 30 bilhões, disse na época uma pessoa familiarizada com o assunto.

A oferta está sendo conduzida pelo Morgan Stanley, Goldman Sachs Group Inc. e Citigroup Inc. As ações devem começar a ser negociadas amanhã (9) na Bolsa de Valores de Nova York sob o ticker NU. Seus recibos de depósito brasileiros, conhecidos como BDRs, serão negociados na bolsa de valores de São Paulo sob o código NUBR33.

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A listagem se soma ao recorde de ofertas iniciais do ano em bolsas americanas, com pelo menos 469 empresas levantando um total combinado de mais de US$ 161 bilhões, sem incluir empresas com cheques em branco, de acordo com dados compilados pela Bloomberg.

O Nubank segue uma onda recorde de listagens brasileiras, com quase 50 empresas levantando mais de R$ 65 bilhões (US$ 12 bilhões) este ano. Embora a política complicada e a próxima eleição presidencial do Brasil já tenham começado a minar a demanda por novos negócios, os banqueiros esperam que algumas transações avancem nos próximos meses.

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Veja mais: Eleição põe IPOs brasileiros em risco após onda de R$ 65 bilhões

Nubank, o maior banco digital autônomo do mundo, soma mais de 48 milhões de clientes no Brasil, México e Colômbia em setembro. Oferece produtos financeiros fáceis de usar e com taxas relativamente baixas.

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Expansão

A empresa relatou um prejuízo de US$ 99 milhões com receita de US$ 1,06 bilhão no período de nove meses encerrado em setembro.

Nubank alertou os investidores para se prepararem para “implicações em lucro de curto prazo” do impulso de expansão da empresa.

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O CEO David Vélez terá uma participação na empresa no valor de cerca de US$ 8,9 bilhões no preço do IPO. Sua cofundadora, Cristina Junqueira, tem uma participação de US$ 1,1 bilhão.

Antes de criar a startup, Vélez passou dois anos na Sequoia, tentando encontrar um investimento na América Latina. Em vez disso, ele saiu com uma ideia própria.

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Vélez, que é colombiano, teve uma experiência exaustiva ao abrir uma conta bancária no Brasil e convocou Junqueira, recém-chegado à unidade de cartão de crédito do Itaú, para ajudá-lo a criar uma alternativa.

O CEO terá 75% do poder de voto da empresa após a oferta. Junqueira terá 9,3% do poder de voto. Nenhum dos dois planejava vender ações na oferta, de acordo com os registros.

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