Ativos chineses disparam com expectativas de flexibilização

Fundos estrangeiros despejaram uma quantia quase recorde em ações de empresas do continente nesta quinta-feira (9)

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Bloomberg — As esperanças de flexibilização das políticas governamentais deram fôlego aos ativos financeiros na China. Há fortes sinais de que os investidores estão voltando ao mercado após um afastamento motivado por meses de medidas regulatórias repressoras e pela desaceleração econômica.

A valorização é ampla, cobrindo ações, títulos soberanos e títulos denominados em dólar. A confiança dos investidores aumentou com a disparada da moeda local para o maior nível em três anos. Fundos estrangeiros despejaram uma quantia quase recorde em ações de empresas do continente nesta quinta-feira. Em novembro, os estrangeiros compraram a maior quantidade de títulos do governo chinês desde janeiro.

Pequim sinalizou esta semana que irá fornecer maior liquidez aos bancos e reduzir as restrições ao setor imobiliário. Isso alimentou apostas de que a demorada campanha das autoridades para desalavancar a economia pode estar terminando. O CSI 300, índice de referência do mercado acionário chinês, teve a maior alta em um período de três dias desde meados de maio, em reação à moderação da inflação nas fábricas, que amplia o espaço para flexibilização.

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“Mesmo com o aumento dos preços no mês passado, a inflação ao consumidor permanece sob controle e contrasta com os níveis persistentemente elevados de inflação ao consumidor nos EUA”, apontou David Chao, estrategista de mercado para a região Ásia-Pacífico fora Japão na Invesco. “O banco central chinês está em posição invejável para implementar maior estímulo monetário, como cortes adicionais no depósito compulsório ou injeções de liquidez de curto prazo na economia se ainda houver ventos contrários ao crescimento.”

O CSI saltou 1,7% nesta quinta. Ações dos setores de consumo, saúde e tecnologia puxaram os ganhos no indicador, que está se recuperando após a pior perda mensal desde julho. O Hang Seng de Hong Kong subiu 1,1%.

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O banco central da China anunciou na segunda-feira a redução no depósito compulsório para a maioria das instituições financeiras a partir de 15 de dezembro. A inflação nas fábricas se desacelerou em novembro após atingir o maior patamar em 26 anos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira. O índice de preços ao consumidor subiu 2,3% em 12 meses, a maior alta desde agosto de 2020, mas ficou abaixo da expectativa de 2,5%.

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