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Negócios

Ômicron ameaça estabilidade da produção manufatureira global

Após caos causado pela variante delta, nova cepa de coronavírus pode apagar os ganhos em todo o mundo

Fábricas asiáticas em geral estavam se recuperando
Por Enda Curran e Andrew Langley
01 de Dezembro, 2021 | 08:09 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — A atividade manufatureira global se estabilizou no mês passado, embora as dificuldades para obter componentes ainda existam e o setor agora lide com o desafio da variante ômicron do coronavírus.

Na zona do euro, onde a alta da inflação é um fator além dos novos riscos da pandemia, o principal indicador manufatureiro encerrou uma desaceleração de quatro meses desde a expansão recorde de junho e chegou em 58,4, segundo pesquisa final da IHS Markit com gerentes de compras na quarta-feira (1). No entanto, o alerta é de que as severas restrições de abastecimento continuaram afetando as operações em toda a região.

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Na Ásia, a atividade se beneficiou da flexibilização dos lockdowns e das fronteiras, segundo pesquisas. Um dia antes, os números mostraram que a atividade fabril da China melhorou em novembro, pois o impacto da crise energética diminuiu e a maior quantidade de dias úteis no mês ajudou a impulsionar a produção.

Expansão e contração na Ásia e Europadfd

Os números positivos na Europa foram ofuscados por outras tendências nos dados, de acordo com Chris Williamson, economista-chefe de negócios da IHS Markit.

“Um PMI [Purchasing Manager’s Index] sólido mascara o quanto as condições de negócios são difíceis para os fabricantes neste momento”, disse. “Embora a demanda continue intensa, como indicado por uma melhora sólida no número de novos pedidos, as cadeias de abastecimento continuam se deteriorando a uma taxa preocupante”.

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A escassez de insumos restringiu o crescimento da produção até agora no quarto trimestre, chegando ao nível mais baixo do último ano e meio, continuou.

As fábricas em todo o sudeste asiático caminhavam rumo à recuperação, pois o fim das restrições de mobilidade permitiu que a produção se recuperasse antes da crucial temporada de festas de fim de ano.

Malásia, Vietnã e Filipinas registraram aumentos em seus PMIs, ao passo que Tailândia registrou um ligeiro declínio, chegando a 50,6 – valor acima de 50, que separa a expansão da contração. O PMI da Índia aumentou para 57,6 – maior número desde janeiro.

No norte da Ásia, a atividade manufatureira em Taiwan e o termômetro comercial da Coreia do Sul indicaram expansão, ao passo que o PMI do Japão subiu para 54,5, o maior desde janeiro de 2018.

Enquanto isso, dados da Coreia do Sul divulgados na quarta-feira mostraram que as exportações no mês passado aumentaram mais que o esperado e estão caminhando para um recorde anual, sugerindo que o comércio global continua se recuperando.

O PMI manufatureiro oficial da China aumentou para 50,1 – foi a primeira vez em três meses em que o índice ultrapassou a marca de 50. O indicador não manufatureiro, que mede a atividade nos setores de construção e serviços, caiu ligeiramente para 52,3.

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Contudo, as notícias da última variante do Covid-19, a ômicron, representam o maior obstáculo. A nova variante é considerada uma ameaça potencial à produção industrial em todo o mundo depois que a variante delta forçou as fábricas a fecharem e prejudicou ainda mais as cadeias de suprimentos.

--Com assistência de Low De Wei, Vrishti Beniwal e Anirban Nag.

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