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Negócios

Empresas na Europa destoam de EUA ao não exigir vacinação

Companhias europeias têm recorrido a medidas mais sutis para convencer trabalhadores a se imunizarem contra o coronavírus

Berlin
Por Irina Anghel e Tom Metcalf
01 de Dezembro, 2021 | 07:13 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg) — Empresas dos Estados Unidos, entre elas United Airlines e Citigroup, têm exigido que funcionários sejam vacinados sob o risco de perderem o emprego. A situação parece muito diferente na Europa, mesmo com casos de Covid-19 novamente em alta e medidas cada vez mais duras dos governos.

Mandatos de empresas como “sem vacina, sem emprego” são desafiados por normas de privacidade, mas muitas companhias europeias têm recorrido a medidas mais sutis para convencer trabalhadores a se imunizarem contra o coronavírus.

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A Stellantis, fabricante dos veículos Fiat, Peugeot e Chrysler, insiste que trabalhadores nos EUA sejam vacinados, disse uma porta-voz. Na Europa, a abordagem é um pouco mais light: empregados precisam assinar declarações de que não têm sintomas ou que não entraram em contato com uma pessoa infectada por duas semanas.

“É um incentivo muito mais gentil”, disse Deborah Margolis, associada sênior do escritório de direito trabalhista Littler, em Londres, referindo-se ao estilo europeu.

Quase 40% das 530 empresas europeias em pesquisa da Littler disseram que têm recorrido a incentivos como folgas remuneradas e prêmios para persuadir funcionários a se vacinarem. Algumas têm optado por realizar pesquisas anônimas com a força de trabalho para identificar quantas pessoas foram vacinadas. Outras distribuem testes domésticos para Covid e contam com os funcionários para receber informações sobre os resultados positivos.

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As táticas sugerem que empresas na Europa ainda buscam maneiras para trazer os funcionários de volta ao escritório com segurança, meses depois que as vacinas se tornaram amplamente disponíveis.

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Nos Estados Unidos, algumas companhias que impõem mandatos seguiram a deixa do presidente Joe Biden. Em setembro, ele ordenou que todos os indivíduos relacionados a contratos governamentais, bem como qualquer pessoa que trabalhe nos mesmos escritórios que esses funcionários, tenham esquema vacinal completo.

Em outubro, o Citigroup anunciou que funcionários nos EUA deveriam apresentar comprovante de vacinação como condição de emprego, citando a diretiva de Biden. Essa postura não é viável em outros mercados onde o banco opera, incluindo Londres, onde os funcionários são submetidos a testes três vezes por semana para entrarem nos escritórios, mas sem mandato.

Com as regras para a proteção de dados e contra discriminação no emprego na Europa, empresas devem descobrir se possuem as bases legais para coletar os registros de vacinação dos trabalhadores para proteger funcionários, clientes e fornecedores. Embora isso seja simples para lares de idosos, é mais difícil estabelecer a regra em áreas fora da saúde.

“Precisam ter muito cuidado ao perguntar sobre o status de vacinação”, disse Rachel Suff, consultora sênior de políticas para relações de emprego no Chartered Institute for Personnel and Development. As empresas só devem fazer isso se puderem argumentar que é uma questão importante de saúde e segurança, acrescentou.

Algumas companhias europeias adotaram uma linha mais dura. A Air France-KLM, seguindo orientação do governo francês, exige passaportes válidos da Covid para todos os funcionários que atendem ao público, o que significa que devem estar totalmente vacinados ou com um teste de PCR atualizado.

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