Saúde

Covid: Reino Unido vai desenvolver estudo da pílula da Merck

Teste realizado pela Universidade de Oxford deve começar em dezembro; 10 mil pessoas vão participar

Estratégia agressiva de aplicações de doses de reforço da vacina continuará em vigor
Por Emily Ashton e James Paton
27 de Novembro, 2021 | 08:56 am
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O Reino Unido – primeiro país do mundo a aprovar a pílula da Merck contra Covid – deve começar a fornecer a terapia à população por meio de um estudo nacional em cerca de 10 mil pessoas.

Realizado pela Universidade de Oxford, o estudo deve começar a recrutar participantes no início do próximo mês, prestando ao país dados importantes sobre como o medicamento, o molnupiravir, age em pessoas vacinadas.

Os resultados permitirão que o Serviço Nacional de Saúde planeje melhor o lançamento de tratamentos antivirais para as pessoas que mais precisam deles, afirmou o departamento de saúde em comunicado por e-mail. O medicamento fornece ao Reino Unido outra ferramenta para combater a Covid enquanto o país avança com uma campanha agressiva para administrar doses de reforço da vacina e a Europa passa por outra onda de infecções.

Há cerca de um ano, o Reino Unido tornou-se o primeiro país ocidental a aprovar uma vacina contra Covid, saindo na frente de muitas nações.

PUBLICIDADE

As primeiras iniciativas de países como o Reino Unido para garantir as pílulas contra Covid também aumentaram a preocupação de que os emergentes que lutam para vacinar suas populações sejam deixados para trás novamente, embora a Merck e a Pfizer tenham fechado acordos de licenciamento com o objetivo de ampliar o acesso.

No início do mês, o medicamento da Merck foi autorizado para uso no Reino Unido em pessoas com Covid leve a moderado e com pelo menos um fator de risco para o desenvolvimento de doença grave. O país também revelou acordos para garantir os antivirais da Merck e da Pfizer.

“O molnupiravir é um tratamento inovador que ajudará os mais vulneráveis, e estamos trabalhando junto com o governo e com o Serviço Nacional de Saúde para definir planos para utilizá-lo em pacientes em um estudo nacional o mais rápido possível”, escreveu o departamento de saúde.

Espera-se que o estudo, denominado Panoramic, seja a rota inicial para prestar às pessoas acesso a antivirais no Reino Unido. Os pacientes no estudo deverão dar atualizações sobre sua saúde para mostrar como os tratamentos estão funcionando.

PUBLICIDADE

Veja mais em Bloomberg.com

Leia também

Reforço contra Covid protege melhor após 6 meses, dizem médicos

Hotel de quarentena pode ter sido foco de nova cepa em Hong Kong

Temor de nova cepa reduz apostas em aperto monetário global

PUBLICIDADE