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Saúde

Reino Unido paga alto preço para evitar nova onda de Covid

Mais residentes per capita no Reino Unido morreram de Covid do que na maioria dos outros países da Europa Ocidental

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Bloomberg — A campanha bem-sucedida do Reino Unido para conseguir evitar a nova onda de Covid-19 que avança pela Europa teve um preço.

Graças a um amplo programa de doses de reforço para pessoas de maior faixa etária e vulneráveis, o país conseguiu manter as taxas de hospitalização e mortalidade relativamente estáveis, sem impor novas restrições. Enquanto isso, lockdowns estão sendo retomados em outros países em uma tentativa de evitar outra devastação causada pela Covid.

No entanto, mais residentes per capita no Reino Unido morreram de Covid do que na maioria dos outros países da Europa Ocidental, apesar do acesso anterior às vacinas em relação à União Europeia.

Devi Sridhar, professora de saúde pública global na Universidade de Edimburgo, Escócia, diz: “Agimos como se a Europa fosse muito pior, mas acabamos de aceitar um número maior de mortes e taxas de infecção mais altas por mais tempo.”

O total de mortes aumentou em particular desde julho, quando o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, eliminou todas as restrições, até o uso de máscaras. Os números diários estão atualmente quase cinco vezes mais altos do que nas semanas anteriores ao seu tão alardeado “Dia da Liberdade”. O total de casos de Covid atingiu 10 milhões no Reino Unido na quinta-feira.

As tendências variáveis do coronavírus entre os países geram um intenso debate político sobre a melhor maneira de combater a nova onda da pandemia.

A Áustria decretou lockdown total e ameaçou tornar as vacinas obrigatórias, enquanto Itália e Alemanha endurecem as medidas para não vacinados.

O Reino Unido é o garoto-propaganda da estratégia oposta e prefere se apoiar em doses de reforço para manter mortes e hospitalizações em um nível administrável. Johnson alertou sobre uma piora da pandemia de Covid, mas indicou que não há planos para mudar as regras sobre máscaras ou adotar certificados de vacinas, impostos por muitos países da UE.

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