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Processo por uso de carvão? Acredite, é possível

80% da energia da África do Sul é proveniente de termelétricas; ativistas tentam conter a criação de novas usinas

Devido ao risco à saúde e bem-estar, grupo de ativistas processou governo sul-africano
Por Antony Sguazzin
17 de Novembro, 2021 | 06:58 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O órgão regulador de energia da África do Sul e o ministro da Energia foram processados por ativistas ambientais devido a planos nacionais para permitir a construção de novas usinas termelétricas a carvão.

Os planos para a construção com capacidade de geração de 1.500 megawatts estão incluídos no Plano de Recursos Integrados para Eletricidade de 2019 e em uma determinação ministerial aprovada em 25 de setembro do ano passado.

Veja mais: O que significam as regras do mercado de carbono criadas na COP-26

A nova energia movida a carvão ataca nosso direito constitucional a um ambiente não prejudicial à saúde e ao bem-estar, não apenas para as gerações atuais, mas também para as futuras”, afirmou Nicole Loser, Chefe do Programa de Poluição e Mudanças Climáticas do Centro de Direito Ambiental (CER), grupo legal que representa os ativistas, em comunicado na quarta-feira (17).

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A África do Sul depende do carvão para obter mais de 80% de sua energia e é a 12ª maior fonte mundial de gases de efeito estufa.

O CER representa os movimentos groundWork, Movimento Vukani por Justiça Ambiental e a Aliança Africana pelo Clima. A ação foi realizada após o ministro de Energia Gwede Mantashe não responder uma reivindicação de 17 de setembro, segundo o CER.

No início deste mês, Mantashe disse que valia a pena lutar judicialmente pelo direito de usar carvão em novas usinas de energia.

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