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Saúde

Israel oferece lições a Reino Unido para frear onda de Covid

Os dois países tinham os programas de vacinação mais acelerados do mundo, mas foram igualmente rápidos em suspender as restrições

Residentes recebem doses de reforço da vacina Pfizer-BioNTech contra a Covid-19 em Tel Aviv
Por Gwen Ackerman
20 de Outubro, 2021 | 07:27 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Com os casos de Covid-19 novamente em alta no Reino Unido, autoridades britânicas podem buscar um possível roteiro em Israel, que passou por uma crise semelhante.

Segundo especialistas de saúde, a experiência de Israel pode ser útil porque os dois países tinham os programas de vacinação mais acelerados do mundo, mas foram igualmente rápidos em suspender as restrições. E assim como Israel registrou uma alta dos casos em junho, o Reino Unido também enfrenta uma nova onda e acaba de registrar o maior salto diário em infecções em três meses.

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A resposta de Israel ao novo surto foi lançar um programa ambicioso de reforço, uma decisão que parece ter controlado o pior do surto em questão de semanas.

E, embora existam muitas outras variáveis para tirar conclusões definitivas - como o tipo de vacina, prazos, priorização de grupos de idade, regras de distanciamento social e uso de máscara -, pode oferecer uma lição para o Reino Unido: os cidadãos devem tomar doses de reforço.

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“Israel foi o primeiro país a ter uma campanha de vacinação em massa e foi o primeiro a experimentar todo o impacto da queda da imunidade” e a suscetibilidade em massa que se seguiu, disse Ran Balicer, presidente da equipe de aconselhamento nacional de Israel para a Covid-19, em Tel Aviv. Outros países que vacinaram posteriormente passarão pela mesma situação, “a menos que usem as lições aprendidas aqui e considerem a campanha de reforço”, disse.

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O Reino Unido tem um programa de reforço iniciado no fim de setembro. Está aberto a pessoas com 50 anos ou mais e tem como foco idosos dessa faixa etária, bem como outras pessoas vulneráveis. Em Israel, a campanha incluiu pessoas com 12 anos ou mais semanas após o lançamento em 1º de agosto.

O aumento de infecções de Covid no Reino Unido deixou o país com piores números em relação a outras grandes nações europeias, tanto em termos de de casos quanto de mortes, segundo o rastreador de vacinas da Bloomberg.

“Começamos a ver indícios de que as hospitalizações e as taxas de mortalidade estão aumentando”, disse Max Blain, porta-voz oficial do primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em conversa com repórteres na terça-feira. “Obviamente, estamos de olho no aumento de casos. A mensagem mais importante para o público é entender a importância vital do programa de reforço.”

No mês passado, ministros do Reino Unido divulgaram um plano de contingência se houver aumento de casos, incluindo medidas como máscara obrigatória, certificados de vacina e recomendação de trabalho remoto. A Confederação Nacional do Serviço de Saúde, que representa o sistema de saúde, exortou o governo a aprovar esse plano “sem demora”, mas, na quarta-feira, o secretário de Negócios, Kwasi Kwarteng, disse à Times Radio que não chegou a hora para isso.

Em Israel, autoridades estão otimistas de que a onda delta está ficando para trás. Os casos graves de coronavírus continuam a diminuir agora que quase 3,9 milhões de pessoas de 5,2 milhões elegíveis receberam a terceira dose.

“É possível dizer, com cautela, que estamos controlando a quarta onda, a onda delta, mas ainda não acabou”, disse o primeiro-ministro Naftali Bennett no domingo.

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