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Green

CEO da Rio Tinto foca em clima com investimento de US$ 7,5 bi

Companhia disse hoje (20) que vai investir em projetos para descarbonizar ativos na próxima década e ajudar na redução de 50% das emissões operacionais até 2030

“Estamos iniciando uma corrida interna para descarbonizar nosso próprio negócio e, ao mesmo tempo, aproveitar as oportunidades que a transição para a energia limpa representa”
Por James Thornhill e Thomas Biesheuvel
20 de Outubro, 2021 | 12:25 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O novo diretor-presidente da Rio Tinto priorizou o meio ambiente em sua visão para a empresa enquanto busca melhorar o desempenho da mineradora, que tem sido afetada por problemas operacionais e impacto da destruição de um sítio aborígene de 46 mil anos.

No primeiro Dia do Investidor da Rio Tinto desde que assumiu o comando no início do ano, o CEO Jakob Stausholm apresentou planos para cortar as emissões da empresa, bem como metas para melhorar o desempenho em padrões ambientais, sociais e de governança, ou ESG na sigla em inglês, e recuperar a reputação operacional após vários contratempos nos últimos anos.

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A Rio Tinto disse na quarta-feira que vai investir US$ 7,5 bilhões em projetos para descarbonizar ativos na próxima década e ajudar na redução de 50% das emissões operacionais até 2030. A mineradora de Londres também se comprometeu a reduzir suas emissões de Escopo 1 e 2 em 15% até 2025, reforçando as metas climáticas antes da cúpula COP26, que começa em Glasgow no final do mês.

A empresa tinha como meta uma queda de 15% das emissões totais até 2030 em relação aos níveis de 2018.

“Estamos iniciando uma corrida interna para descarbonizar nosso próprio negócio e, ao mesmo tempo, aproveitar as oportunidades que a transição para a energia limpa representa”, disse Stausholm em teleconferência com a mídia.

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Os primeiros 10 meses do CEO no cargo foram marcados por altos e baixos. A empresa registrou lucro recorde no primeiro semestre, impulsionado pelos preços também recordes do minério de ferro, e pagou dividendo de US$ 9,1 bilhões aos acionistas. Mesmo assim, a Rio Tinto continuou a enfrentar problemas operacionais. Na semana passada, a mineradora cortou a meta de produção para uma operação de minério de ferro.

A empresa também enfrenta as consequências da destruição no ano passado de uma caverna aborígene de 46 mil anos, um incidente que levou à renúncia do antecessor de Strausholm, e atrasos contínuos no desenvolvimento de uma mina de cobre na Mongólia combinados com uma disputa com o governo do país.

A Rio Tinto já havia estabelecido a meta de zerar emissões líquidas de gases de efeito estufa de suas operações até 2050. A empresa tem sido menos ambiciosa em suas metas de Escopo 3 - que cobrem a poluição causada pelo transporte e uso de seus produtos por clientes e que respondem pela maior parte da pegada de carbono da mineradora. A Rio Tinto trabalha com usuários finais para reduzir a intensidade de carbono da produção de aço em 30% na próxima década.

A mineradora também disse na quarta-feira que planeja instalar 1 gigawatt de energia eólica e solar em suas minas de minério de ferro em Pilbara para substituir o gás natural. Também visa a eletrificação de caminhões, operações ferroviárias e equipamentos de mineração.

O passo da Rio Tinto segue o anúncio da Fortescue Metals, quarta maior produtora de minério do mundo, que estabeleceu uma nova referência para a indústria no início deste mês com a meta de zerar as emissões líquidas de Escopo 3 até 2040. A mineradora planeja atingir o objetivo tornando-se uma grande produtora de energia verde e trabalhando para desenvolver tecnologia para descarbonizar o processo de fabricação de aço.

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