PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Estilo de vida

Burberry nomeia Akeroyd, da Versace, como novo CEO

Britânico já havia tido cases de sucesso no setor de luxo, como a recuperação da Alexander McQueen

Novo CEO da Burberry
Por Angelina Rascouet
20 de Outubro, 2021 | 12:34 pm
Tempo de leitura: 3 minutos

Bloomberg — A Burberry Group escolheu Jonathan Akeroyd, da grife italiana Gianni Versace, como novo CEO, contando com o especialista comprovado em recuperação para continuar o esforço da fabricante de casacos em se tornar uma marca de luxo de primeira linha.

Akeroyd, um britânico de 54 anos que liderou o renascimento da Alexander McQueen antes de assumir a Versace, se juntará à marca britânica em abril. Ele substituirá Marco Gobbetti, que está de saída para dirigir a Salvatore Ferragamo.

PUBLICIDADE

Akeroyd assumirá o cargo em meio a uma reviravolta na Burberry, com o plano incompleto de Gobbetti de elevar a imagem da marca mostrando progresso. No passado, a grife era vista como uma marca de luxo de médio porte, sem a diversificação da gigante do setor LVMH, cujos produtos vão desde bolsas Louis Vuitton até champanhe Dom Perignon.

“Vemos Jonathan Akeroyd como uma sólida nomeação para CEO”, disse Luca Solca, analista da Sanford C. Bernstein. “É importante que a Burberry nomeie um executivo com fortes habilidades comerciais e de marketing”.

As ações da Burberry chegaram a subir 4,3% em Londres após anúncio.

PUBLICIDADE

Akeroyd também teve cargos sênior na loja de departamentos de luxo Harrods, em Londres. Na Burberry, ele trabalhará com o designer italiano Riccardo Tisci, trazido da Givenchy por Gobbetti.

A Burberry operará sem um CEO no primeiro trimestre do próximo ano, já que Gobbetti está deixando o cargo em 31 de dezembro. O presidente Gerry Murphy ficará encarregado do comitê executivo nesse ínterim, afirmou a empresa.

A Burberry procurava um novo CEO desde o anúncio, em junho, de que Gobbetti deixaria a empresa após mais de quatro anos dirigindo a marca.

Akeroyd, que dirigiu a Alexander McQueen de 2004 a 2016, liderou a marca no período turbulento após a morte de seu fundador homônimo em 2010, nomeando Sarah Burton como diretora de criação. A grife ganhou um impulso público quando Kate Middleton usou um vestido Alexander McQueen em seu casamento com o Príncipe William no ano seguinte. Akeroyd também liderou uma extensa expansão de lojas.

“Ele fez o trabalho de base que permitiu que a Alexander McQueen decolasse”, disse Solca.

Akeroyd receberá um salário anual de 1,1 milhão de libras (US$ 1,52 milhão), bem como um bônus e um subsídio em dinheiro. Ele também receberá um prêmio de 6 milhões de libras para compensar as ações e incentivos em dinheiro da Versace.

PUBLICIDADE

Estratégia de preços

A Burberry tem reduzido seus descontos para controlar melhor sua estratégia de preços. E também está fazendo investimentos direcionados com a abertura de uma nova loja na Sloane Street, em Londres, em julho – mesma área onde o fundador Thomas Burberry abriu sua primeira loja há 130 anos. Três outras grandes lojas devem ser abertas– em Xangai e Paris, e outra na Bond Street, em Londres.

Durante sua gestão, Gobbetti comprou uma fabricante italiana de artigos de couro para desenvolver as bolsas Burberry. Seu sucessor pode ter de manter o foco na categoria, que resistiu à pandemia melhor do que o varejo de roupas e maquiagem e é considerada crucial para grupos de luxo como LVMH ou Hermes International. A Burberry vem ampliando sua oferta de bolsas com o lançamento, neste ano, da bolsa de couro Olympia em campanha da influenciadora Kendall Jenner.

Outro foco será o investimento em recursos digitais com o aumento das vendas on-line, tendência que se acelerou com os lockdowns.

PUBLICIDADE

Akeroyd também terá que continuar lidando com a preocupações ESG, vindas dos investidores e também dos consumidores – preocupações que muitas vezes podem irritar a China, de onde vem o crescimento de muitos grupos de luxo.

Durante a administração de Gobbetti, a Burberry tomou a decisão de suspender o uso de peles naturais e acabou com a prática de destruir produtos invendáveis – prática antes realizada para preservar a escassez de produtos de luxo.

Veja mais em Bloomberg.com

Leia também

PUBLICIDADE

Fundação Gates quer acelerar acesso à pílula contra Covid da Merck

Na Colômbia, café tem gosto brasileiro

Regras da UE para internet devem ser adiadas mais uma vez, para 2022

PUBLICIDADE