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Associação pede fim de financiamento público ao desmatamento

Instituto Escolhas afirma que é possível zerar o desmatamento sem impacto à economia investindo na expansão da produção em áreas já abertas para pasto, que hoje são subutilizadas

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O Instituto Escolhas, associação voltada ao desenvolvimento sustentável, decidiu fazer um apelo às autoridades brasileiras para inviabilizarem o financiamento com recursos públicos ao desmatamento por meio da pecuária. A proposta é que os financiamentos públicos sejam direcionados apenas para os produtores que produzem sem desmatar.

Um estudo do Escolhas sustenta que na Amazônia, que sofre pressão em razão da expansão da fronteira agrícola devido à conversão de floresta nativa em pasto, o valor das emissões de CO2e é de 782 kg de CO2e/kg de carne em Roraima e de 713 kg no Amazonas. No restante do país, onde não tem desmatamento nessas proporções, a pegada é de 23 kg.

O instituto afirma que os subsídios à pecuária somam R$ 12,3 bilhões por ano - 79% dos R$ 15,1 bilhões arrecadados anualmente em impostos pela cadeia de carne bovina. “É uma cadeia altamente subsidiada e com alto impacto ambiental. Se houve um país chamado Pecuária Brasil, com um rebanho que chega a 218,2 milhões de cabeças de gado, seria a 20º maior emissor de gases de efeito estufa do mundo, do tamanho da Inglaterra”, disse Sérgio Leitão, diretor-executivo do Instituto Escolhas e ex-Greenpeace.

Para Leitão, se a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, afirma que o Brasil não depende da Amazônia para produzir e que não precisa desmatar para comer, então não faz sentido financiar o desmatamento com dinheiro público. “É só perguntar ao produtor se ele vai usar o dinheiro para derrubar mata, mesmo que tenha o direito de fazer isso; se ele for usar para produzir numa área já desmatada, não tem problema”, disse.

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