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Magic Leap levanta US$ 500 mi com mesmo valuation de US$ 2 bi de 2014

Empresa tem lutado para ter sucesso desde seu lançamento em 2010, mas os investidores parecem ainda acreditar nela

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Miami — A Magic Leap, startup de computação espacial com base no sul da Flórida, anunciou que levantou US$ 500 milhões em uma rodada de financiamento, com valuation de US$ 2 bilhões. Isso traz o financiamento total da empresa até o momento para cerca de US$ 4 bilhões, de acordo com dados do Pitchbook.

O que é mais notável sobre esse aumento não é seu tamanho gigantesco, mas o fato de que o valuation da empresa não manteve seu valor ao longo do tempo. Em 2014, Magic Leap levantou US$ 542 milhões também em um valuation de US$ 2 bilhões. Em 2019, a empresa estava avaliada em US$ 6,7 bilhões. E aqui estamos em 2021, retornando ao valuation de US$ 2 bilhões. Dizer que seus investidores não se deram bem é um eufemismo.

Em seus primeiros anos - a empresa foi fundada em 2010 - ela se concentrou em criar um produto para os consumidores, mas mesmo assim foi apenas em 2017 que eles lançaram seu primeiro produto, Magic Leap 1, um fone de ouvido de US$ 2.300 que foi um fracasso total. Em 2020, apenas uma semana depois de levantar US$ 350 milhões em outra rodada, Rony Abovits, o fundador e CEO original da empresa, anunciou que estava deixando o cargo. Eles trouxeram Peggy Johnson, uma ex-vice-presidente da Microsoft, para assumir o comando, e desde então ela tem tentado se direcionar a empresas, em vez de para os consumidores.

Os investidores anteriores incluem empresas como Google, Alibaba, Fidelity e Andreessen Horowitz, mas misteriosamente, a empresa decidiu não divulgar os investidores nesta rodada. No entanto, tivemos uma prévia de seu novo produto por meio de um tweet da empresa.

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Marcella McCarthy

Marcella McCarthy (Brasil)

Jornalista americana/brasileira especializada em tech e startups com mestrado em jornalismo pela Medill School na Northwestern University. Cobriu America Latina, Healthtech e Miami para o TechCrunch e foi fundadora e CEO de um startup Americano na área de EdTech. Baseada em Miami.