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Países ricos devem US$ 10 bi em financiamento climático

Compromisso atual é a contribuição de US$ 500 bilhões até 2025; cronograma dos EUA estima doação de até US$ 11 bilhões até 2024

Segundo ele, "não há desculpas" para descumprimento da meta de doações para o financiamento climático
Por Chiara Albanese, Alberto Nardelli e Jessica Shankleman
06 de Outubro, 2021 | 12:41 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Os países ricos estão correndo para diminuir um déficit de financiamento climático de pelo menos US$ 10 bilhões, e diversas nações da Europa planejam aumentar suas contribuições neste mês, antes da COP26 em Glasgow, na Escócia, segundo pessoas familiarizadas com os planos.

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Há mais de uma década, os países desenvolvidos prometeram mobilizar US$ 100 bilhões por ano até 2020 para ajudar os países pobres a lidar com os piores impactos do aquecimento global e investir em fontes de energia limpa. Mas certamente ficaram aquém de seu objetivo no ano passado em meio a uma pandemia que afetou as economias e com a retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris pelo então presidente Donald Trump.

Agora, esses países estimam ter arrecadado entre US$ 88 bilhões e US$ 90 bilhões e buscam atingir ou até ultrapassar a meta de US$ 100 bilhões em 2022, disseram as fontes, pedindo para não serem identificadas por não terem permissão para falar com a mídia. Para ajudar a diminuir a diferença, Espanha, Noruega e Suécia devem aumentar suas contribuições antes da COP26, que começa em 31 de outubro.

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A Itália também está tentando contribuir com mais de US$ 1 bilhão, segundo duas fontes. O Overseas Development Institute, think tank de Londres, disse que a Itália é um dos que “atrasam significativamente” suas contribuições para o financiamento climático, juntamente com Austrália e Canadá. Um porta-voz do governo italiano não quis comentar.

Veja mais: Mudança climática já preocupa mais seguradoras que pandemia

O não cumprimento das promessas desses países se tornou um obstáculo para as próximas negociações das Nações Unidas, irritando as nações mais pobres, que afirmam não poder reduzir as emissões mais rapidamente sem o dinheiro. O presidente da COP26, Alok Sharma, descreveu a contribuição como uma questão de confiança, dizendo que “não há desculpa” para não atingir a meta. Os últimos números oficiais, compilados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, mostram quase nenhum progresso entre 2018 e 2019.

Uma porta-voz do departamento do governo do Reino Unido que organiza a COP26 não quis comentar, dizendo que as contribuições eram de responsabilidade de cada país.

Os diplomatas envolvidos nas discussões há muito esperam que os países ricos que aumentarem suas contribuições financeiras estimulem alguns dos grandes poluidores de economias emergentes, como a Índia, a reduzir as emissões e eliminar o uso de carvão. No mês passado, o presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu dobrar sua contribuição, chegando a US$ 11,4 bilhões, porém esse dinheiro deve ser dispendido em 2024, e a quantia não foi aprovada pelo Congresso.

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Sem cumprir a meta de 2020, e considerando o cronograma diferente dos EUA, os países ricos prometeram entregar mais de US$ 500 bilhões no total até 2025. Mas mesmo essa quantia provavelmente não será suficiente. Cumprir as metas do Acordo de Paris exigirá US$ 173 trilhões em investimentos durante 30 anos, segundo a BloombergNEF.

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