Internacional

Ex-CEO da Codelco diz que mercado de cobre segue apertado

Equação oferta-demanda para o cobre está “muito apertada”, mesmo em meio às incertezas do mercado devido à turbulência no setor imobiliário chinês

Altos e baixos do cobre desde que atingiu o máximo histórico em maio
Por James Attwood
29 de Setembro, 2021 | 03:33 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — Enquanto investidores avaliam oscilações dos fatores macroeconômicos, os fundamentos do mercado de cobre - um metal-chave na construção e transporte globais - permanecem sólidos, segundo um veterano do setor.

A cotação da commodity, considerada um termômetro da economia, será negociada a uma média de mais de US$ 4 por libra-peso este ano, disse Diego Hernández, presidente da sociedade de mineração chilena Sonami, em entrevista na terça-feira. Seria uma média anual recorde.

A equação oferta-demanda para o cobre está “muito apertada”, mesmo em meio às incertezas do mercado devido à turbulência no setor imobiliário chinês e à crise energética global, disse Hernández, que foi diretor-presidente da Codelco e da Antofagasta. Os preços do metal recuaram em relação à máxima em maio, mas não devem cair muito este ano, prevê.

O metal também tem um cenário otimista no longo prazo diante da transição global para fontes de energia e transporte mais limpos. Ainda assim, algumas novas minas que entram em operação - como a Quellaveco, da Anglo American no Peru, e a Kamoa-Kakula, da Ivanhoe Mines, na República Democrática do Congo, aumentarão a oferta. Isso sinaliza preços ligeiramente mais baixos no próximo ano e em 2023, embora com um piso de US$ 3,50, disse Hernández.

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“Não devemos ter grandes surpresas até o fim do ano”, disse. “A oferta e a demanda nos próximos anos devem permanecer bastante apertadas, de modo que os preços não devem ser extraordinários, mas bons - maiores do que as projeções de longo prazo.”

Hernández não vê risco iminente para a indústria chilena de cobre devido à crise energética global, embora o aumento do diesel possa elevar os custos.

Mineradoras do maior país produtor de cobre também têm conseguido administrar os gargalos no transporte global até agora, disse. Os únicos atrasos nas exportações de cobre chileno nos últimos meses foram resultado do mar agitado, mas esses problemas nos portos normalmente se resolvem rapidamente, disse.

A produção de cobre no Chile neste ano e no próximo deve permanecer em níveis semelhantes aos de 2020, estima Hernández.

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