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Mercados

Membro do BCE diz que não é preciso reforçar programas prévios

Para Peter Kazimir, autoridade europeia provou que pode ser “extremamente flexível” na definição da política monetária em resposta a situações extraordinárias

Banco Central Europeu discute medidas de estímulo
Por Peter Laca e Alexander Weber
28 de Setembro, 2021 | 01:18 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — O Banco Central Europeu não terá necessariamente que elevar seu programa de compra de títulos anterior à crise quando o estímulo à pandemia for retirado, segundo Peter Kazimir, membro do conselho da instituição.

“As preocupações com o efeito precipício não podem significar automaticamente demandas para aumentar os programas padrão”, disse o presidente do banco central eslovaco em entrevista em Bratislava.

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O BCE provou que pode ser “extremamente flexível” na definição da política monetária em resposta a situações extraordinárias, portanto, “não existe uma fórmula automática”, disse. “Vamos decidir de acordo com as condições no momento determinado.”

O programa de compra de ativos de emergência de 1,85 trilhão de euros (US$ 2,2 trilhões) do BCE tem como prazo março de 2022, ou quando as autoridades considerarem que a crise terminou. Um cenário de inflação fraca no médio prazo e preocupações sobre uma transição difícil têm reforçado expectativas de economistas de que o BCE poderia elevar as compras sob um plano iniciado em 2015, que atualmente totaliza 20 bilhões de euros por mês.

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O programa da pandemia tem “funcionado muito bem e, naturalmente, está agora no estágio final de seu ciclo de vida”, disse Kazimir. “É uma ferramenta especial criada para uma situação especial e será desativada quando não for mais necessária. O mercado parece entender que esta ferramenta será encerrada com o fim da pandemia.”

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Autoridades do BCE estabeleceram a reunião de dezembro como o momento para decidir como remodelar a política monetária e evitar prejudicar a recuperação. Madis Muller, membro do conselho do BCE e presidente do banco central da Estônia, disse que a instituição poderia considerar aumentar o ritmo do programa prévio, embora também tenha afirmado “não ter certeza” de que seria o melhor caminho a seguir.

Riscos de inflação

A presidente do BCE, Christine Lagarde, disse na terça-feira que o fim da emergência pandêmica “está se aproximando” e acrescentou que a zona do euro registra “recuperação muito atípica”, caracterizada por rápido crescimento e gargalos de oferta.

Ela também reiterou que as atuais pressões sobre os preços são transitórias. A inflação acelerou para 3% em agosto, embora deva perder força no próximo ano e ficar abaixo da meta de 2% do BCE em 2023.

Como outros membros do conselho do BCE, Kazimir disse que os riscos para o cenário de inflação tendem para a alta devido ao impacto dos problemas de produção no setor de manufatura, sendo um “risco-chave” para a previsão base.

“Se a inflação continuar elevada no ano que vem por causa de gargalos da oferta, minha preocupação é que isso possa afetar as negociações salariais também no ano seguinte”, disse. Mas “não estamos vendo isso nos principais países até agora”.

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Ainda assim, Kazimir disse estar confiante de que as soluções para esses problemas logísticos serão finalmente encontradas e que o impacto sobre os preços ao consumidor não será permanente. Em contraste, a transição para uma economia mais neutra em carbono “provavelmente terá um efeito mais duradouro sobre a inflação”.

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