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Facebook refuta que Instagram seja ‘tóxico’ para adolescentes

A empresa assumiu que a pesquisa teve suas limitações porque se baseou na opinião de apenas 40 adolescentes, buscando as percepções mais negativas sobre o Instagram

Gigante da mídia social contesta matéria do Wall Street Journal que chamou o aplicativo de compartilhamento de fotos de “tóxico” para adolescentes
Por Linus Chua
27 de Setembro, 2021 | 09:24 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — O Facebook Inc. disse que a imagem corporal é a única área, entre as 12 categorias de sua pesquisa sobre questões de bem-estar, em que muitas adolescentes sentem que o Instagram fez as coisas piorarem em vez de melhorar.

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O gigante da mídia social estava contestando uma reportagem do Wall Street Journal da semana passada, que chamou o aplicativo de compartilhamento de fotos de “tóxico” para a faixa etária, citando uma apresentação de slides do Facebook, de março de 2020, que mostrava que o Instagram, que pertence à empresa, agravava os problemas relacionados a imagem corporal para uma em cada três adolescentes que participaram da pesquisa. A mesma apresentação também mostrou que 13% dos adolescentes britânicos e 6% dos adolescentes norte-americanos atribuíam pensamentos suicidas ao uso do aplicativo.

Veja mais: Instagram não é lugar para crianças

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O Facebook disse que, embora as adolescentes que enfrentam problemas relacionados à imagem corporal achem que o Instagram acentuou essas dificuldades, os usuários que têm de lidar com solidão, ansiedade, tristeza e distúrbios alimentares relataram que o aplicativo os ajudou em seus momentos difíceis.

“Dizer que esta pesquisa mostra que o Instagram é ‘tóxico’ para meninas adolescentes não se baseia em informações precisas”, disse Pratiti Raychoudhury, chefe de pesquisa do Facebook, em um post. “A maioria das adolescentes que tinham problemas com a imagem corporal declararam que o Instagram ou ajudou a melhorar ou não teve nenhum impacto sobre a questão.”

O Facebook assumiu que a pesquisa teve suas limitações porque se baseou na opinião de apenas 40 adolescentes, buscando as percepções mais negativas sobre o Instagram.

“Investimos nessa pesquisa para identificar de forma proativa as áreas onde podemos melhorar. Por isso, os piores resultados possíveis são destacados nas apresentações internas da empresa”, acrescentou.

Raychoudhury informou que a empresa tem agido com o intuito de melhorar seus aplicativos, incluindo novos recursos para ajudar aqueles que enfrentam problemas relacionados à imagem corporal. O aplicativo também retirou conteúdos visuais relacionados a suicídio e adicionou um recurso para proteger os usuários de atos de bullying e intimidação.

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