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Internacional

Alemanha: Social-democratas têm leve vantagem em eleição com resultado incerto

Olaf Scholz deve ganhar 26% dos votos, de acordo com uma projeção da ZDF no domingo, enquanto os democratas-cristãos de Armin Laschet têm 24,5%

Olaf Scholz, dos social-democratas, lidera pleito no país
Por Patrick Donahue, Birgit Jennen e Arne Delfs
26 de Setembro, 2021 | 06:06 pm
Tempo de leitura: 2 minutos

Bloomberg — Olaf Scholz dos social-democratas avançou levemente à frente dos conservadores da chanceler Angela Merkel em uma eleição apertada que ainda está para definir quem vai liderar a maior economia da Europa.

O SPD de Scholz, o favorito nas últimas semanas da campanha, deve ganhar 26% dos votos, de acordo com uma projeção da ZDF no domingo, enquanto os democratas-cristãos de Armin Laschet têm 24,5%. Ambos disseram que pretendem liderar o próximo governo do país.

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Para aplausos de seus apoiadores na sede do partido, o líder do SPD disse que está claro que os eleitores o querem como chanceler, mas ele ainda deve enfrentar meses de negociações e incertezas antes de tornar isso uma realidade. Um desafiador Laschet insistiu que ele também tentará formar uma coalizão, embora seu partido tenha sofrido o pior resultado ao cair para menos de 30%. “Faremos tudo que pudermos para formar um governo federal”, disse ele a apoiadores desmoralizados.

Depois de 16 anos sob a liderança centrista e pragmática de Merkel, o resultado da votação terá amplas implicações para a Europa e o Ocidente. A contagem continuará noite adentro e na segunda-feira os dois candidatos começarão a cortejar ativamente os verdes e os democratas livres pró-negócios.

Após o resultado, o líder do FDP, Christian Lindner, propôs conversas com os verdes que poderiam equacionar suas consideráveis diferenças políticas antes de se envolverem com os dois maiores partidos. O FDP tem mais em comum com as propostas dos democratas-cristãos do que o SPD, acrescentou.

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“Não há um manual para essa situação”, disse Arne Jungjohann, cientista político da Fundação Heinrich Boell, que é filiada aos Verdes.

Batalha pela Chancelaria

Laschet está se apegando, mas o clima era sombrio na sede da CDU em Berlim, onde os ativistas estavam digerindo a perspectiva de que os conservadores podem não ser mais o maior partido. Várias pessoas cobriram a boca em uma aparente descrença sobre o resultado divulgado das urnas e o único momento de leve encorajamento veio com indicações de que o SPD não seria capaz de formar uma maioria incluindo a esquerda.

O cenário político fragmentado significa que três partidos seriam necessários para garantir a maioria no parlamento alemão pela primeira vez em décadas.

Os Verdes, que são o parceiro preferido do SPD, ficaram em terceiro lugar, com a ZDF projetando 13,9% - seus melhores resultados de todos os tempos. O partido provavelmente desempenhará um papel importante ao lado dos Democratas Livres, que obtiveram 11,7% dos votos. A esquerda anticapitalista ficou com 5% e a Alternativa pela Alemanha, de extrema direita, com 10,5%. Ambos parecem dispostos a assumir um papel na oposição.

A disputa acirrada ressalta a incerteza que enfrenta o motor econômico da Europa. O modelo industrial da Alemanha está ameaçado à medida que a engenharia mecânica perde espaço na economia, enquanto os exportadores do país correm o risco de serem prejudicados por tensões geopolíticas, especialmente entre os EUA e a China.

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Um novo governo precisará resolver os problemas que Merkel deixou para trás, incluindo a infraestrutura obsoleta e falta de investimento em tecnologias digitais. A questão mais urgente é atualizar a indústria automotiva e seu sistema de energia baseado em combustíveis fósseis sem desestabilizar a economia.

Merkel e seu atual governo, incluindo Scholz como ministro das finanças e vice-chanceler, continuarão até que um novo regime seja empossado.

- Com a ajuda de Iain Rogers.


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