Negócios

Maioria das empresas vê possibilidade de vacinação obrigatória

Pesquisa da Willis Towers Watson mostra que 52% dos empregadores considera tornar vacina contra o Covid-19 obrigatória

Mais empresas passam a exigir vacinação dos colaboradores
Por Jeff Green
01 de Setembro, 2021 | 03:11 pm
Tempo de leitura: 1 minuto

Bloomberg — A vacinação obrigatória caminha para se tornar mais comum no mercado de trabalho.

A maioria dos empregadores norte-americanos - 52% - está planejando ou considerando tornar a vacina contra o Covid-19 obrigatória até o final do ano, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela consultoria Willis Towers Watson. Atualmente 21% das empresas pesquisadas têm algum tipo de exigência.

As opções variam e incluem desde uma ordem específica para todos os funcionários até limitação de acesso a certas áreas apenas para trabalhadores vacinados. Cerca de 14% dos entrevistados também disseram que estão avaliando aplicar uma sobretaxa no plano de saúde para as pessoas que optaram por não se vacinar, enquanto 1% planeja impor a sobretaxa, segundo a pesquisa com 961 empregadores, realizada de 18 a 25 de agosto.

A aprovação regulatória dos EUA quanto ao imunizante da Pfizer no mês passado impulsionou um número crescente de empregadores a adotar a obrigatoriedade, à medida que a variante delta, altamente contagiosa, se espalha. Goldman Sachs, Walmart, McDonald’s e Walt Disney estão entre as empresas que exigem que pelo menos alguns funcionários sejam vacinados antes de irem para seus locais de trabalho.

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“As empresas têm feito um trabalho muito bom para facilitar a vacinação”, disse Jeff Levin-Scherz, diretor administrativo de saúde e benefícios da Willis Towers Watson.

À medida que a estratégia se desenvolve, as empresas precisam planejar cuidadosamente seus incentivos e penalidades para garantir que não afetem desproporcionalmente os trabalhadores com salários mais baixos, que tendem a ser mulheres ou negros, por exemplo, e evitando uma alta acentuada nos custos de cuidados a saúde, disse Levin-Scherz.

O resultado pode não ficar evidente por algum tempo. A pesquisa mostrou que 26% dos empregadores não esperam um retorno pleno ao escritório até o primeiro trimestre do próximo ano, enquanto 39% disseram que o atraso provavelmente se estenderá até o segundo trimestre.

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